Estava à toa na vida e meu amor me chamou pra me dar um rolê em Sampa. Refeito da surpresa, esperei pelo que viria a seguir. Era um convite para nos juntarmos a uma galera super agradável aqui de Ri­beirão Preto, para irmos juntos até o Bar do Nelson, em Sampa. Quem nos convidava era Magda, empresária do ramo de vestimentas e líder de uma turma maravilhosa que sempre reúne amigos para cantorias em sua chácara. Eu e minha primeira-dama sempre estamos dentro.

O babado era que Carla, amiga inseparável dela, faria aniversário e seu presente seria uma noite no Bar do Nelson na capital. Para tal decidiu nos convidar. A ideia ganhou proporção maior que a inicial e, como num passe de mágica, lotamos uma van com 14 amigos, nove mulheres e cinco homens.

No ano que passou, Carla ganhou de presente em seu “niver” uma serenata feita por nós. Contamos com a cumplicidade do amigo Bô, namorado da Magda, que teve um trabalhão danado para convencê-la a dormir antes da meia-noite, horário combinado para começarmos a cantar. Uns dez amigos nos acompanharam até a janela da aniversariante, que ficava nos fundos, tudo muito escuro.

Eles iluminaram o caminho com a luz dos celulares até chegar­mos lá. Pra mim e minha primeira-dama, que cantamos, não tem nada mais gratificante do que aquele momento que a pessoa percebe que a música cantada é pra ela, que aquele momento é único, é dela. Carla não resistiu, abriu a janela emocionada, viu ali em sua frente pessoas que participam de sua vida. Refeita da surpresa, Magda nos convidou para uma boca livre que também preparou escondido da aniversariante – quase amanhecemos por ali.

Faltava em meu currículo o famoso Bar do Nelson. A filha Lilian Gonçalves quis homenagear o pai, o cantor Nelson Gonçalves, consi­derado a voz da boemia, e o bar veio preencher um vazio na noite de São Paulo. Segue o jogo, saímos de Ribeirão Preto as 15h30, no por­ta-malas duas enormes caixas de isopor carregadinhas de cervejas, água e refri, além de deliciosos sandubas pra alimentar toda a turma.

Como todo líquido que entra tem de sair, paramos quatro vezes no trajeto. Na quinta, quase chegando, paramos no Posto Campeão pra todos colocarem um pano legal. A saída do banheiro das mulhe­res foi um verdadeiro desfile de modas. Já em Sampa, a Marginal do Tietê estava aquela muvuca. Perto das oito da noite já estávamos em frente ao bar, e de repente chega Lilian Gonçalves, a filha do homem, na maior elegância.

Ela nos recepcionou de forma festiva ali na calçada e foi logo dizendo que Ribeirão Preto tem cadeira cativa em seu bar. Comentou sobre alguns boêmios daqui que picam cartão lá – conheço todos –, e de repente pintam no pedaço a eterna chacrete Rita Cadilac e Maurí­cio Abravanel, neto do homem do Baú. Estavam no bar vizinho, que também pertence a Lilian. Foram muitas selfies com nossa turma.

As paredes do Bar do Nelson são cobertas de fotos do cantor, o som é de muita qualidade e a música começa com um cantor e uma cantora da casa, em seguida entra a grande atração das segundas-fei­ras, Altemar Dutra Jr.

Magda é amiga da cantora e compositora Fátima Leão, autora da música “Dormi na praça”, maior sucesso de Bruno & Marrone e ela com­pareceu junto com sua irmã pra abraçar a nossa aniversariante. O quarto a se apresentar foi Stênio, que fez sucesso no Programa do Ratinho. Ele é um show de simpatia, disse que fará um show aqui em outubro.

Falaram pra ele que no meio da turma de Ribeirão Preto tinha um cantor com a voz de Nelson Gonçalves, e ele então chamou Marley que mandou ver “A volta do boêmio”. Foi aplaudido de pé pelo público. A noite no Bar do Nelson continuava, menos pra nós, que chegamos de volta às seis e meia e todos disseram que tinham de trabalhar, afinal era terça-feira e a semana estava apenas começando (rsrsrsrs).

Sexta conto mais.

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