A umidade relativa do ar caiu para 12% em Ribeirão Pre­to, na tarde desta quarta-feira, 18 de setembro, deixando a cidade em estado de emergência. Se­gundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a tempe­ratura bateu na casa dos 40 graus centígrados, mas a sensação tér­mica passou de 45ºC. O calorão deve continuar nos próximos dias. Para esta quinta-feira (19), a mínima prevista é de 20ºC, e máxima de 39ºC.

A umidade pode chegar a 11% no final da tarde. O ideal é de 60%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Abai­xo de 30% o município entra em estado de atenção e quando o índice é inferior a 20% a situação é de alerta. Abaixo de 12% já é considerado um caso de emer­gência. Para sexta-feira (20), o cenário é o mesmo, com os ter­mômetros oscilando entre 21ºC e 39ºC e a umidade na casa dos 12%, segundo o Climatempo.

Ventos que chegaram a 30 quilômetros por hora deixaram Ribeirão Preto coberta pela po­eira na tarde desta quarta-feira. O excesso de partículas deixou o céu com uma coloração marrom. A fumaça causada pelas queimadas ao redor da cidade também pre­judicou a qualidade do ar, que du­rante 38 horas ficou ruim e à noite chegou a ser considerada muito ruim por duas horas.

A estação da Companhia de Tecnologia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Fica no Parque Maurílio Biagi, na Vila República, ao lado da Câmara. A Defesa Civil emitiu um alerta à população por cau­sa da baixa umidade. Segundo o Inmet, o índice variou até 15% ma tarde de ontem. A sensação de dia abafado ficou ainda mais forte por causa da alta tempe­ratura. A máxima chegou aos 40°C, de acordo com o instituto.

A Lagoa do Saibro, na Zona Leste de Ribeirão Preto, área de recarga do Aquífero Guarani, está praticamente seca com a onda de calor que atinge todo o interior paulista. O local é área de recarga do Aquífero Guara­ni, reservatório subterrâneo de água com 1,2 milhão de qui­lômetros quadrados de exten­são e que se estende por sete estados do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e serve de “termômetro” para avaliar a seca que assola a cidade.

Em Ribeirão Preto, muni­cípio que mais usa o manan­cial – todo o abastecimento da população é feito via 116 poços artesianos do Departamento de Água e Esgotos (Daerp) –, segundo o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), o reservatório sofre rebaixamento de um metro de profundidade por ano e, nas úl­timas décadas, o nível da reserva caiu 72 metros.

No dia 10, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil emitiu alerta para a forte onda de calor que atinge o Estado de São Pau­lo, com as temperaturas máxi­mas oscilando entre 35ºC e 38ºC em pleno inverno, nas regiões de Ribeirão Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília e Barretos, entre o oeste e o norte do Estado.

As prefeituras foram alerta­das para recomendar a suspen­são de exercícios ao ar livre nos momentos mais quentes, entre onze e 17 horas. As pessoas de­vem ficar em locais protegidos do sol e evitar sair ao ar livre sem proteção solar. Há reco­mendação para suspender as aulas se houver risco para os alunos. O calor excessivo re­presenta risco de hipertermia que, em alguns casos, pode levar à morte. Devido à baixa umidade do ar, também é re­comendado o uso de soro fi­siológico nos olhos e narinas e a umidificação dos ambientes.

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