Jornal Tribuna Ribeirão

Uso de cheques cai 93,4% em 26 anos

EBC/DIVULGAÇÃO

Em mais um ano de que­da, o uso de cheques caiu 23,7% no Brasil em 2021 na comparação com o ano ante­rior, de acordo com levanta­mento divulgado nesta sex­ta-feira, 14 de janeiro, pela Federação Brasileira de Ban­cos (Febraban). Foram com­pensados 218,9 milhões de cheques no ano passado, com valor total de R$ 667 bilhões, 0,22% menor que o registra­do em 2020.

O total de cheques com­pensados no ano passado representa uma fração dos 3,3 bilhões compensados no país em 1995, primeiro ano da série e também o que teve a maior quantidade de docu­mentos compensados. Em 26 anos, o número caiu 93,4%, diante do avanço de meios eletrônicos de pagamento. Ao longo do período, as es­tatísticas compiladas pela Febraban a partir do Serviço de Compensação de Cheques (Compe) mostram quedas em quase todos os anos, com poucas exceções.

“As estatísticas divulgadas pela Febraban revelam que o cliente bancário tem deixado, cada vez mais, de usar cheques, e optado por outros meios de pagamento, em especial os canais digitais (internet e mo­bile banking), que atualmente são responsáveis por 67% de todas as transações feitas no país, segundo a última edição da Pesquisa Febraban de Tec­nologia Bancária”, diz Walter Faria, diretor adjunto de ser­viços da entidade.

Em comparação, no pri­meiro ano de funcionamento do Pix, sistema de pagamen­tos instantâneos colocado no ar pelo Banco Central em no­vembro de 2020, foram sete bi­lhões de transações, com volu­me financeiro de R$ 4 trilhões. A última edição do Radar Fe­braban mostrou que 71% dos brasileiros já utilizam o Pix.

A menor utilização dos cheques também levou a uma redução de outros números relacionados ao meio de pa­gamento. Em 2021, foram devolvidos 18,6 milhões de cheques, queda também de 23,7% em relação ao ano an­terior. O total de cheques sem fundos caiu de 15,2 milhões para 13,6 milhões entre 2020 e o ano passado.

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