Pacientes alegam que foram maltratados e até xingados por servidores; em nota, a Secretaria da Saúde afirma que não houve falta de profissionais na Unidade

Uma gravação feita, na quarta-feira (14), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, localizada no bairro Adelino Simioni, registrou uma discussão entre uma funcionária da unidade e uma paciente, por conta da demora no atendimento e da possível falta de médicos.

De acordo com as imagens registradas por uma testemunha, é possível visualizar o momento em que uma das funcionárias xinga a paciente que aguardava por atendimento. Posteriormente, a discussão continua e outras pessoas questionam a falta de médicos na unidade.

À reportagem do Tribuna, Letícia Brasilino, que estava na UPA no momento em que as imagens foram gravadas, disse que a discussão teria se iniciado após uma paciente questionar a funcionária sobre o atendimento.

Segundo ela, a paciente foi até a recepção perguntar se tinha como passar uma pessoa que estava gritando de dor na cabeça na frente. “A recepcionista disse, já gritando, que não e que era para procurar um médico”, comentou Letícia.

A mulher informou, ainda, que em determinado momento, essa recepcionista teria jogado uma caneta em direção à paciente. “Foi quando eu comecei a filmar. Uma outra recepcionista a xingou e também disse que para procurar outro lugar para ser atendida, porque ali ela não seria mais”, disse Letícia.

Quem também estava presente na oportunidade e confirmou essa versão foi Graziele Ângela Mateus de Oliveira. A mulher informou que chegou às 15h para receber atendimento, mas só conseguiu após às 22h.

“Eu fiquei indignada com a situação que estava a UPA. Muita gente com dor e um médico só atendendo. Os porta-álcool estavam vazios; o banheiro sem sabonete para lavar as mãos. Havia mais de 100 pessoas do lado de fora”, relatou Graziele.

Para Secretaria atendimento estava no padrão

A reportagem do Tribuna entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde que, por meio de nota, informou que “por volta das 20h, a unidade contava com equipe completa de profissionais da saúde.”

A pasta completou ainda que “o tempo médio de espera para atendimento médico foi de 3 horas e meia para pacientes leves; 45 minutos para pacientes moderados e imediato para pacientes graves”. A SMS não comentou sobre a discussão entre funcionários da unidade e pacientes.