Viradouro é a campeã no Rio

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PILAR OLIVARES/REUTERS

Ao final de uma apuração emocionante decidida apenas no último dos nove quesitos, a Unidos do Viradouro sagrou-se campeã do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro em 2020. A escola apresentou um enredo sobre as Ganhadeiras de Itapuã, dos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon. É o se­gundo título da escola, que já foi campeã em 1997, quando o car­navalesco era Joãosinho Trinta.

O resultado dos desfiles das escolas de samba do Gru­po Especial foi divulgado nesta quarta-feira (26) pela Liga Inde­pendente das Escolas de Samba (Liesa), na Praça da Apoteose. Com o enredo “Viradouro de alma lavada”, a escola de Niterói resgata a bravura das escravas de ganho do Abaeté, que trabalha­vam para comprar a alforria de parentes e amigos. “Viradouro de alma lavada descreve a va­lentia e a bravura das mulheres que fizeram parte do início das páginas da história de liberdade do nosso país”, explica a descri­ção do desfile deste ano.

Em segundo lugar, ficou a Acadêmicos do Grande Rio, com o enredo “Tata Londirá – O can­to do caboclo no Quilombo de Caxias”, dos carnavalescos Ga­briel Haddad e Leonardo Bora, a escola contou a história de João Alves Torres Filho, o babalorixá Joãozinho da Gomeia, que virou um ícone do candomblé no Bra­sil. Obteve a mesma pontuação da Viradouro, 269,6 pontos, mas per­deu nos critérios de desempate.

Os envelopes com as notas das escolas foram abertos na seguinte ordem: fantasias; sam­ba-enredo; comissão de frente; enredo; alegorias e adereços; bateria; mestre-sala e porta-ban­deira; evolução; e, harmonia. A pontuação da escola nos quesi­tos considerou três das cinco no­tas. Foram descartadas a maior e a menor nota.

As notas foram atribuídas a cada escola pelos 45 jurados do carnaval de 2020. As seis que somaram mais pontos voltam ao Sambódromo no próximo sábado (29), para o tradicional desfile das campeãs. Desfilam, além da Viradouro, Manguei­ra, Grande Rio, Salgueiro, Mo­cidade e Beija-Flor.

Rebaixamentos
Foram rebaixadas as esco­las Estácio de Sá, com o enredo “Pedra”, e União da Ilha do Go­vernador, com o enredo “Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas; a sorte está lançada: salve-se quem puder!”. Com os dois rebaixamentos este ano, o Grupo Especial volta a ter 12 escolas.

A primeira divisão do sam­ba passou a ter 13 escolas de­pois que os rebaixamentos de 2017 foram suspensos. Paraíso do Tuiuti cairia para a Série A, mas a Liesa decidiu, antes da apuração, que nenhuma escola seria rebaixada devido aos aci­dentes que ocorreram durante os desfiles da própria Tuiuti e da Unidos da Tijuca.

Ficou decidido em 2017, po­rém, que duas escolas seriam re­baixadas do Grupo Especial em 2018, o que também não ocor­reu. Império Serrano e Grande Rio, que ficaram nas últimas posições, permaneceram no Grupo Especial para 2019. Com isso, houve 14 escolas nos dias principais de desfiles no Sambó­dromo do Rio, número que caiu para 13 com o rebaixamento de Imperatriz Leopoldinense e Im­pério Serrano no ano passado.