Tribuna Ribeirão
Esportes

Técnico do Botafogo atribui vitória sobre Palmeiras a dias sem jogos

FOTO Raul Ramos Tricolor derrotou Palmeiras pela primeira vez desde 2014

Por Hugo Luque

Após um início de Campeonato Paulista marcado pela oscilação, o Botafogo deu uma resposta de peso à torcida no último domingo (1º), ao vencer o Palmeiras por 1 a 0, no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet. De acordo com o técnico Claudio Tencati, a semana cheia de treinos foi fundamental para o resultado, que encerrou um jejum de quase 12 anos do Pantera sem triunfos sobre o Verdão.

“Primeiro é exaltar o elenco, o trabalho feito por toda a comissão técnica e jogadores foi fantástico. Tivemos uma semana aberta depois de muitos jogos e isso prova trabalho. Após uma semana aberta, a gente conseguiu entregar algo diferente. Conseguimos estimular os comportamentos necessários, aquilo que a gente imaginava. Quando você tem jogos acumulados, não há muito tempo para corrigir, treinar e cobrar”, destacou Tencati.

Não foi a primeira vez que o treinador mencionou a importância de ter tempo para trabalhar. Até a derrota para o Novorizontino, na quinta rodada, o Tricolor havia feito cinco jogos em apenas duas semanas.

Com um trabalho em fase inicial e um elenco reformulado para 2026, o comandante vinha pedindo paciência à arquibancada. Mesmo com menos de um mês de temporada, o resultado já é positivo: vitória sobre um grande da capital, fuga do rebaixamento praticamente confirmada e briga pela classificação ao mata-mata em andamento. No entanto, Tencati também enfatiza que, com grandes dias livres, vêm grandes responsabilidades.

“Essas correções são só dentro de campo: treinando, jogando, repetindo e indo de novo. A gente não vinha tendo muito tempo, então quando abriu a semana, ficou uma tremenda responsabilidade sobre as nossas costas. Tínhamos de fazer acontecer. Estamos no mercado há algum tempo, temos experiência e mobilizamos todo mundo internamente. Sabíamos do desafio que é vencer o Palmeiras, independentemente de quem o Abel escalou. Sabemos o desafio de enfrentar uma equipe desse nível e os atletas estão de parabéns”, acrescentou o técnico, feliz com o resultado garantido mesmo com a desvantagem numérica durante boa parte do segundo tempo, depois da expulsão de Vilar.

“No pós-expulsão, mantivemos a estrutura, a organização e suportamos a pressão que é jogar contra um grande. Ele (Abel Ferreira) ousou colocar mais atletas que vêm jogando mais com o elenco principal. (…) Jogar com um grande é sempre um estímulo diferente. Você não precisa motivar tanto o jogador porque o espetáculo é outro. Mas, mesmo assim, a gente se mobilizou porque sabíamos que o Palmeiras tem uma característica de pressionar, de marcação forte, e é muito vertical. Se não estiver ajustado, você sofre com isso”, completou.

O Bota volta a campo no sábado, às 18h30, contra o Guarani, no Brinco de Ouro, em Campinas (SP).

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Hugo Luque

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