Tribuna Ribeirão
Polícia

Titoto é condenado a 25 anos

O usineiro Alexandre Titoto, acusado de matar o analista fi­nanceiro Carlos Alberto de Sou­za Araújo, em fevereiro de 2003, foi condenado por homicídio triplamente qualificado nesta quinta-feira, 28 de setembro, em júri popular. A maioria dos ju­rados considerou o empresário culpado pelo crime. A pena es­tabelecida é de 25 anos de prisão em regime fechado.

A juíza Marta Rodrigues Maffeis Moreira, da 1ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão Preto, aplicou pena­-base de 15 anos ao réu e mais dez anos pelas “qualificadoras” – motivo torpe, sem oferecer re­curso de defesa à vítima e meio cruel. O julgamento teve início na quarta-feira (27) e foi suspen­so depois de sete horas e trinta minutos. Foi retomado às nove horas de ontem e terminou no meio da tarde.

Titoto saiu do Salão do Júri do Fórum Estadual de Justiça algemado e foi levado para a Central de Flagrantes, no Centro de Ribeirão Preto. Ele seria leva­do ainda ontem para o Centro de Detenção Provisória (CDP) onde aguardará vaga em presí­dio. Felipe Barbi Scavazzini, ad­vogado de defesa, vai recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP). O usineiro sempre ale­gou ter agido em legítima defesa.

Já o promotor Marcus Túlio Nicolino, do Ministério Público Estadual (MPE), diz que “a justi­ça foi feita. Fiquei satisfeito com a pena, de acordo com a gravidade do crime hediondo”, disse na saída do Fórum de Ribeirão Preto. A família de Araújo também ficou satisfeita com a decisão. Segundo o promotor, as circunstâncias do crime e os laudos periciais indi­cam que Titoto matou Araújo com a ajuda do gerente de lava­-rápido Adelir da Silva Mota e depois sepultou a vítima ainda com vida em uma estrada rural. O comparsa do empresário tam­bém responde por homicídio triplamente qualificado.

Carlos Alberto de Souza Araújo trabalhava no Banco Na­cional de Paris. Segundo o MPE, Alexandre Titoto e Adelir Mota agrediram e depois enterraram a vítima ainda viva, em proprie­dade do usineiro na zona rural entre Altinópolis e Serrana. Uma dívida de R$ 620 mil contraída com o banco francês pelo acu­sado teria motivado a discussão, que culminou com o assassinato.
Adelir da Silva Mota foi preso em novembro de 2014, depois de ser condenado a 18 anos de pri­são em regime fechado. O TJ/SP anulou a sentença em dezembro do ano passado e o réu foi sol­to. O julgamento de Alexandre Titoto já havia sido adiado por duas vezes em 2016. Em junho, sob alegação que uma testemu­nha não compareceu na audiên­cia em data estabelecida, a juíza Marta Rodrigues Maffeis Morei­ra adiou o julgamento.

Em dezembro, quem pediu o adiamento foi o promotor Marcus Túlio Nicolino, em função da anu­lação da decisão do júri que havia condenado Adelir da Silva Mota, e o entendimento do agente público da acusação que a decisão poderia “contaminar” o de Alexandre Tito­to, em decorrência dos acusados responderem pelos crimes se­melhantes.

Titoto chegou a ser preso na época do crime. À Polícia Civil, ele afirmou que fazia aplicações finan­ceiras com Araújo, quando passa­ram a discutir por causa da venda de um carro importado: a vítima não teria recebido o valor combi­nado de R$ 405 mil – atualizado em R$ 620 mil. Os dois iniciaram uma briga com agressões físicas e Mota – que prestava serviços para o usineiro Titoto –disse em depoi­mento que interferiu, agredindo o analista financeiro com socos e com pedaços de uma moldura de quadro do escritório do acu­sado em um prédio comercial no Jardim Irajá, na Zona Sul.

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