Tribuna Ribeirão
Economia

Trabalho temporário deve 
desacelerar no trimestre em Ribeirão

Divulgação 
Segundo Leite Lopes, expectativa da Asserttem é que sejam firmados cerca de 760 mil contratos temporários nos meses de janeiro, fevereiro e março

Associação estima cerca de 760 mil contratos entre janeiro e março devido ao cenário econômico e político mais cauteloso

A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) projeta um início de 2026 marcado pela cautela nas admissões no primeiro trimestre. A expectativa da entidade é que sejam firmados cerca de 760 mil contratos provisórios nos meses de janeiro, fevereiro e março, desempenho ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, queda de 5% e 40 mil a menos.

Entre janeiro e março do ano passado, foram gerados 800 mil contratos temporários. As contratações foram puxadas por áreas como a Indústria Alimentícia, Bem-Estar, Educação, Turismo e Agronegócio. Segundo a associação, a projeção para 2026 reflete uma posição cautelosa por parte das empresas.

Essa cautela é influenciada pelo cenário econômico e político mundial instável, pelo ano eleitoral no Brasil e pelas incertezas internas relacionadas à reforma tributária. Esses fatores têm levado o empresariado a adotar uma postura mais conservadora, com atenção redobrada aos movimentos do mercado e ao controle de custos.

Historicamente, os primeiros três meses do ano concentram volumes expressivos de contratações temporárias, impulsionados por demandas sazonais e produtivas. Para o início de 2026, a Asserttem aponta quatro setores-chave que devem liderar as contratações.

Um deles é o Agronegócio, devido à safra de 2026. Depois vem a Indústria, voltada à produção para o período de carnaval e Páscoa. A Logística segue em expansão contínua impulsionada pela digitalização e pelos novos hábitos de consumo. E o Turismo, aquecido pelas férias de verão, carnaval e pelo aumento do fluxo de lazer.

“Ainda é cedo para uma análise profunda sobre o ano de 2026. Com o cenário atual, nossa estimativa é de estabilidade no número de contratos temporários, já que as empresas estão mais cautelosas e focadas na redução de custos”, explica Alexandre Leite Lopes, presidente da Asserttem.

Segundo ele, o trabalho temporário segue atuando como um importante termômetro da economia brasileira, refletindo diretamente o comportamento dos setores produtivos diante das demandas de mercado. A Asserttem reforça a importância da formalização correta das relações de trabalho.

A entidade orienta que os candidatos busquem oportunidades exclusivamente por meio de agências oficiais de trabalho temporário, devidamente certificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A lista completa das agências associadas está disponível no site da associação.

De acordo com a entidade, essas agências estão autorizadas a intermediar a contratação entre trabalhadores e empresas utilizadoras, garantindo o cumprimento da legislação e a preservação dos direitos trabalhistas. Para os profissionais, esforço, dedicação, comprometimento e atitude proativa são diferenciais relevantes durante o contrato.

Já para as empresas, a Asserttem recomenda o uso do Trabalho Temporário como ferramenta estratégica de gestão, aliando agilidade nas contratações, adequação da força laboral às necessidades transitórias, conformidade legal e a oportunidade de identificar talentos que possam ser incorporados de forma permanente ao quadro de colaboradores.

O mercado de trabalho temporário encerrou o ano passado consolidando sua relevância para a economia brasileira. De acordo com a Asserttem, foi registrado um crescimento real de aproximadamente 4,5% em comparação com 2024, viabilizando mais de 2,5 milhões de contratos que deram suporte às demandas transitórias das empresas e ampliaram o acesso dos profissionais ao mercado formal.

Somente no último trimestre de 2025, entre os meses de outubro e dezembro, foram registrados 522 mil contratos temporários, um crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 497 mil contratações.

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