O mercado de trabalho temporário encerrou o ano passado consolidando sua relevância para a economia brasileira. De acordo com a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), foi registrado um crescimento real de aproximadamente 4,5% em comparação com 2024, viabilizando mais de 2,5 milhões de contratos que deram suporte às demandas transitórias das empresas e ampliaram o acesso dos profissionais ao mercado formal.
O resultado reflete a importância do regime jurídico, que tem sido utilizado como ferramenta estratégica de gestão de mão de obra diante das oscilações econômicas, da sazonalidade e da necessidade de flexibilidade operacional em diferentes setores produtivos.
Somente no último trimestre de 2025, entre os meses de outubro e dezembro, foram registrados 522 mil contratos temporários, um crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 497 mil contratações.
“O movimento foi impulsionado, principalmente, pelas demandas típicas do fim do ano, como o aumento do consumo, a logística associada ao comércio eletrônico, turismo e as datas sazonais”, explica o presidente da Asserttem, Alexandre Leite Lopes.
Setores e desafios – Entre os segmentos que mais contribuíram para o avanço das contratações temporárias em 2025, a Asserttem destaca o comércio eletrônico, especialmente nas áreas de Logística, Distribuição e E-commerce, que seguem em expansão impulsionados pela digitalização e pela mudança nos hábitos de consumo.
Também tiveram papel relevante as grandes redes de varejo, além da agroindústria e do turismo, que mantiveram ritmo consistente de contratações ao longo do ano. Para a entidade, 2025 foi um ano positivo para o trabalho temporário, marcado pelo amadurecimento das empresas quanto ao uso do regime jurídico para atender às suas necessidades transitórias. No entanto, um dos principais desafios do período foi o preenchimento das vagas ofertadas.
“Assim como ocorre em outros regimes de trabalho, o baixo nível de desemprego dificulta a contratação de trabalhadores temporários, especialmente para funções mais operacionais. Ainda assim, as agências de trabalho temporário possuem expertise e experiência para auxiliar seus clientes a encontrar os profissionais mais adequados às suas necessidades”, explica Lopes.
Taxa de efetivação – De acordo com a Asserttem, outro dado que reforça a importância do trabalho temporário para a economia e geração de renda é a taxa média de efetivação, que gira em torno de 20% após o término dos contratos. Em 2025, esse percentual representou a efetivação de aproximadamente 500 mil trabalhadores, que conquistaram vínculo formal após a experiência temporária.
Segundo o presidente da Asserttem, o desempenho individual é um fator decisivo nesse processo. “As empresas buscam profissionais responsáveis e comprometidos. Aqueles que demonstram engajamento, dedicação e vontade de aprender sempre terão chances reais de efetivação ao término do contrato temporário ou em um período posterior”, conclui.

