Por: Adalberto Luque –
Larissa Batista de Sousa prestou depoimento na manhã desta quinta-feira (19). Ela é companheira de Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, que passou mal após consumir um copo de açaí no dia 5 de fevereiro.
Ela chegou acompanhada de sua advogada, Jéssica Nozé e entrou direto na sede da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), sem falar com os jornalistas. Larissa foi ouvida pela primeira vez no caso que é investigado como suspeita de envenenamento – a Polícia Civil aguarda o resultado dos exames da perícia no copo de açaí para saber se havia “chumbinho” ou se o rapaz sofreu alguma infecção alimentar ou alérgica.
Segundo o delegado divisionário da DEIC, José Carvalho de Araújo, o caso segue em investigação. Ele disse que a Delegacia de Homicídios da DEIC aguarda o laudo pericial da análise do copo, além dos dados de conversas dos celulares de Adenilson e Larissa.

Araújo disse que, assim que tudo estiver disponível, o inquérito será concluído com tudo o que houver de dados apurados. Ele também descartou a participação de outra pessoa, caso seja constatada a presença de veneno no açaí. De acordo com o delegado, se isso ocorreu, foi na casa, onde estava apenas Larissa.
Na saída, Larissa falou com os jornalistas. Ela disse que não é culpada, que não foi ela quem colocou veneno. Sua advogada, Jéssica Nozé, disse que Larissa está muito sensibilizada com essa situação. Garantiu que ela foi acolhida pela família de Adenilson e aguarda o laudo para ter certeza se foi ou não veneno.
Entenda o caso
Adenilson e Larissa decidiram comprar o açaí, cada qual com seu celular, aproveitando oferta em um aplicativo de delivery de gêneros alimentícios. Eles optaram por retirar os dois copos no estabelecimento, que fica próximo à residência onde moram. Isso ocorreu no dia 5 de fevereiro.
O casal foi até o local de carro. Larissa desceu e apanhou os dois copos, voltando para o carro onde estava Adenilson. Ele disse que ela teria insistido para ele tomar, mas ele não quis.
Chegaram em casa, onde uma câmera de segurança de um vizinho registrou tudo por imagens. Larissa entra com seu copo, mas Adenilson deixa o dele no chão e sai com o carro. Ela volta e apanha o copo.
Ele chega mais duas vezes e sai logo em seguida, até finalmente chegar e entrar em casa. Pouco depois, o casal sai e volta à açaiteria. Eles devolvem o produto e voltam para casa.
Pouco mais tarde, a câmera de segurança registra familiares de Adenilson chegando na casa. O irmão pulou o portão, que estava fechado. Em seguida, saem amparando o rapaz e o colocam no carro para levá-lo até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da avenida 13 de Maio, onde, diante de seu quadro, foi transferido para o HC-UE, sendo entubado e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O laudo do IC deve ser determinante para os rumos da investigação. A princípio, a polícia descarta que o estabelecimento tenha envenenado o copo de Adenilson. A açaiteria forneceu diversas imagens de câmeras de segurança mostrando a produção, entrega e a frente da loja. As investigações prosseguem.
Adenilson, que recebeu alta no domingo (15 de fevereiro) também deve prestar depoimento. Ele foi ouvido informalmente pelo delegado Fernando Bravo enquanto estava internado, mas deve ser ouvido formalmente na DEIC, nos próximos dias.

