Tribuna Ribeirão
Economia

E nas bombas? – Etanol recua mais de 10% nas usinas

O preço do etanol despen­cou nas unidades produtoras do estado de São Paulo. O de­rivado da cana-de-açúcar che­gou a acumular alta de 20,62% entre os dias 1º e 18 de abril, em plena safra, e começou a recuar novamente há cerca de duas semanas, segundo dados divulgados pelo Cen­tro de Pesquisas Econômicas (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) – vinculada à Univer­sidade de São Paulo (USP).

Depois dos reajustes de 0,89%, 15,07% e 4,66% nas se­manas anteriores, o Cepea cons­tatou queda de 6,47% no preço do etanol hidratado na sema­na de 19 e 26 do mês passado. Agora, no novo levantamento, realizado de 27 de abril até sexta-feira, 3 de maio, o litro do produ­to recuou 10,59%, de R$ 1,8562 para R$ 1,6596 e acumula queda de 17,06% desde então. Antes do início da safra, até meados de março, já havia registrado alta superior a 21% em cerca de dois meses, mas depois acumulou queda de 13,1%.

O levantamento semanal também registrou retração de 14,30% no litro do anidro – adicionado à gasolina em 25% –, de R$ 1,9554 para R$ 1,6757. Já havia recuado 3,90% na se­mana anterior e agora acumu­la queda de 18,2% na última quinzena. Nos 20 dias ante­riores, acumulava elevação de 13,9%, com reajustes seguidos de 0,89%, 4,35% e 8,67%.

O mais recente levanta­mento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bio­combustíveis (ANP), realizado entre os dias 28 de abril e 4 de maio, em 108 cidades paulistas e divulgado nesta segunda-feira (6), constatou queda de 1,7% no litro do etanol ribeirão-pretano, que baixou de R$ 2,958 para R$ 2,908, desconto de R$ 0,05 – o reajuste no período anterior chegou a 7,56% e o acréscimo passou de R$ 0,20.

O álcool está bem mais caro em Ribeirão Preto desde meados de abril e a queda das últimas semanas nas usinas ainda não chegou às bombas. Vários dos mais de 150 postos bandeirados da cidade cobram R$ 3,10 (R$ 3,099) pelo litro do etanol, alta de 6,9% em com­paração aos R$ 2,90 (R$ 2,899) de dez dias atrás, acréscimo de R$ 0,20. Alguns franqueados já praticavam o valor de R$ 3 (R$ 2,999) na semana passada e outros já vendem o produto por R$ 3,15 (R$ 3,149).

Em parte dos sem-bandeira, saltou de R$ 2,65 (R$ 2,649) para R$ 2,78 (R$ 2,779), aumento de 4,9%, em média, e aporte de R$ 0,13. Em outros independentes, onde o derivado da cana-de -açúcar já custava R$ 2,70 (R$ 2,699), o produto subiu para R$ 2,90 (R$ 2,899), reajuste de 7,4% e R$ 0,20 a mais. Há locais que praticam preços intermediários (R$ 2,75 e R$ 2,88), por isso o consumidor deve pesquisar.

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