Tribuna Ribeirão
Economia

RP tem o gás mais caro de São Paulo

ALFREDO RISK

O botijão de 13 quilos do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido em Ribeirão Preto é o mais caro do estado de São Paulo, segundo levan­tamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reali­zado em 108 municípios pau­listas entre 2 e 8 de junho. A cidade reassumiu a liderança do ranking depois de passar um mês atrás de São Caetano e São Carlos.

De acordo com o estudo da ANP, o produto vendido em Ribeirão Preto custa, em média, R$ 82,43 (mínimo de R$ 70 e máximo de R$ 93) – a única cidade do levantamento onde o preço do botijão do gás de cozinha está acima de R$ 80. Na semana passada, o GLP subiu 3,84% em compa­ração com a anterior, quan­do o vasilhame de 13 quilos era revendido por R$ 79,38, acréscimo de R$ 3,05.

Há um mês, em 11 de maio, custava R$ 77,05 – em relação ao valor atual houve um aumento de quase 7% (ou 6,98%), com aporte de R$ 5,38. Antes do reajuste anunciado pela Petrobras, em 5 de maio, custava R$ 78,86. No início do mês passado, a estatal au­torizou correção entre 3,3% a 3,6%, dependendo do polo de suprimento, percentual que foi repassado ao consumidor.

Os revendedores de Ri­beirão Preto pagam R$ 58,42 pelo vasilhame de 13 quilos (piso de R$ 58 e teto de R$ 63). A variação chega a 41,1%, diferença de R$ 24,01. As 24 distribuidoras de gás da ci­dade vendem 3.300 unidades por dia para os comercian­tes. A segunda colocada do ranking dos mais caros é São Carlos, que repassa o GLP por R$ 78,97 (mínimo de R$ 72,90 e máximo de R$ 87), ou 4,4% abaixo do preço médio do produto ribeirão-pretano, diferença de R$ 3,46.

O botijão chegou a custar R$ 88 durante a greve dos ca­minhoneiros, em maio do ano passado, segundo a agência reguladora. O valor médio cobrado do consumidor em Ribeirão Preto (R$ 82,43) está R$ 28,14 acima do pratica­do em Cruzeiro, de R$ 54,29 (piso de R$ 50 e teto de R$ 60), o produto mais barato do estado, variação de 51,8%. Na macrorregião, o botijão mais barato é o de Olímpia, que custa R$ 55 (mínimo de R$ 54 e máximo de R$ 60).

Pelos cálculos do Sindi­cato Nacional das Indústrias Distribuidoras de Gás Lique­feito de Petróleo (Sindigás), “o valor do GLP empresarial está 19,5% acima do GLP para embalagens de até 13 quilos”, acrescenta em nota oficial. Antes do aumento de maio, o último reajuste do gás resi­dencial havia ocorrido no iní­cio de fevereiro – subiu entre 0,5% a 1,4%, dependendo do polo de suprimento, e passou de R$ 0,25 por vasilhame. An­tes, a última correção anun­ciada para o produto, que tem ajustes trimestrais, foi em em 6 de novembro de 2018.

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