Tribuna Ribeirão
Economia

Inadimplente deve, em média, R$ 3,2 mil

Dados apurados pela Con­federação Nacional de Diri­gentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que, em média, as dívidas em atraso dos inadimplentes superam em mais de três vezes o salário mínimo atual do país. De acor­do com o indicador, o inadim­plente brasileiro encerrou o último mês de maio com uma dívida média de R$ 3.239,48, somando todas as pendências em seu nome.

O valor é 41% maior que a renda média mensal do traba­lhador brasileiro – de R$ 2.291, segundo o Instituto Brasilei­ro de Geografia e Estatística (IBGE). Cada consumidor negativado têm, no geral, duas dívidas em aberto. Segundo a Serasa Experian, o número de inadimplentes em Ribeirão Preto aumentou 10,4% em abril deste ano na compara­ção com o mesmo período de 2018, de 241.259 para 266.374, com 25.115 devedores a mais.

Significa que 38,3% da po­pulação da cidade, estimada em 694.534, segundo o IBGE, tem alguma conta em atraso. A mé­dia municipal de elevação dos débitos é superior à nacional (3,1%) e á estadual (5,9%). Com base no valor médio das dívidas, de R$ 3.239,48, e consideran­do que cada ribeirão-pretano inadimplente tenha apenas um débito, o montante chega a R$ 862.913.245,52.

Embora a somatória da dí­vida do brasileiro seja elevada, o levantamento mostra que um percentual relevante de pessoas deve quantias que não chegam a quatro dígitos. Em cada dez consumidores que estão com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) inscrito na lista de inadimplen­tes, quatro (37%) devem até R$ 500 e a maioria dos inadimplen­tes (53%) possui dívidas que não ultrapassam R$ 1 mil.

Já 20% devem algum valor entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil, ao passo que 16% devem entre R$ 2,5 mil e R$ 7,5 mil. As dívidas acima de R$ 7,5 mil são objeto de preocupação para 10% das pessoas que estão negativadas no Brasil. Na avaliação do pre­sidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, os números refletem o atual quadro de di­ficuldades econômicas, com as famílias ainda enfrentando um alto nível de desemprego e a ren­da comprimida.

“A conjuntura ainda é des­favorável, pois a economia tem enfrentado dificuldades para esboçar uma reação mais forte para sair da crise. As expectati­vas que eram positivas até uns meses atrás estão sendo revisa­das seguidamente para baixo, o que afeta a confiança de con­sumidores e empresários. Além do cenário macroeconômico adverso, o descuido dos consu­midores com as finanças leva à situação de descontrole e ao consequente atraso das contas”, explica Pellizzaro Junior.

No último mês de maio, o volume de consumidores com contas em atraso e com restri­ções no CPF avançou 2,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Trata-se de uma leve aceleração na compara­ção com os primeiros meses de 2019. Em abril, o crescimento fora de 2,0%, em março de 2,1% e em fevereiro de 1,8%. Já em janeiro, a alta observada havia sido de 2,4%, também na com­paração com igual período dos anos anteriores.

Entre as regiões, a maior va­riação da inadimplência foi nos Estados da região Sudeste, que teve ala de 3,83% frente maio do ano passado. Já a menor, foi no Nordeste, que apresentou uma leve variação de 0,53% na quantidade de devedores. Em seguida aparecem o Sul (2,31%), Centro-Oeste (1,60%) e Norte (1,23%). Dados detalhados por faixa etária revelam que o cresci­mento da inadimplência é maior entre a população mais velha.

O maior crescimento no atraso de contas foi observa­do na população idosa, que varia de 65 aos 84 anos, cuja alta foi de 9,16%. Em seguida aparecem os consumidores de 50 a 64 anos (4,92%), de 40 a 49 anos (3,55%). Já na faixa dos 30 aos 39 anos houve uma leve queda de -0,43%. Também houve recuo entre as faixas etá­rias mais jovens como dos 18 aos 24 anos (-22,62%) e dos 25 aos 29 anos (-8,91%).

O levantamento revela que apesar de mais da mais da me­tade (53%) das dívidas penden­tes de pessoas físicas ter algum banco ou instituição financeira como credor, o crescimento mais acentuado em maio foi o de contas básicas, como água e luz, que cresceram 27,2% na comparação com o mesmo perí­odo do ano passado. As dívidas bancárias, que englobam pen­dências com cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos cresceram ape­nas 1,3% no período.

As dívidas no crediário contraídas no comércio recu­aram -5,1%, assim como as contas de telefonia, TV por as­sinatura e internet, que caíram -22,1%. No geral, consideran­do todos os tipos de dívidas, houve uma pequena queda de -0,79% frente maio de 2018. As dívidas no comércio represen­tam 17% do total de pendên­cias no país, seguidas dos seg­mentos de comunicação (11%) e contas básicas (10%).

Metodologia
O indicador de inadimplên­cia do consumidor sumariza to­das as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil e a CNDL têm aces­so. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Maravilhas do Lar vai inaugurar loja com 780m2 na Avenida Independência

Eduardo Ferrari

Teto do MEI pode ser de R$ 140 mil

Redação

Energia em julho: Conta de luz terá taxa adicional

Redação

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade