Tribuna Ribeirão
Entretenimento

Segunda temporada de ‘Sintonia’ retrata realidade das favelas

Por Bárbara Correa

A segunda temporada da série Sintonia na Netflix traz a realidade das periferias para além do funk. Os seis novos episódios evidenciam como a ausência do Estado é suprida nas comunidades. A série é protagonizada por Christian Malheiros, que dá vida ao Nando, Bruna Mascarenhas, intérprete de Rita, e Jottapê, que faz o MC Doni. Os amigos representam três pilares das favelas: o crime organizado, a igreja e o funk, respectivamente.

“A gente está falando de questões sociais, de falta de oportunidade, de pessoas que são jogadas à margem da sociedade. É um holofote para essas pessoas que não são vistas, para esse Brasil que é renegado”, afirma Christian Malheiros.

Nando e o crime organizado

Nesta segunda temporada, enquanto o personagem Nando está cada vez mais envolvido no comando do crime organizado, Rita está focada na sua conexão com a religião e em ajudar a construir a igreja na comunidade. “O Nando é a ponta do iceberg. A gente está falando de crime organizado, mas ele não começa na favela, ali é o ponto, mas não é dali que vem, não é onde está o foco da situação. Aquilo é o que a sociedade vê como a raiz do problema”, diz Malheiros. “Estamos mostrando não só a organização criminosa, mas também o quanto o Estado é ausente, o quanto a filosofia do Estado não está presente para defender o cidadão, principalmente o cidadão preto de periferia. Estamos escancarando muitas coisas que precisam ser colocadas em cheque”, reitera o artista.

Rita e a igreja

Em entrevista ao Estadão, Bruna reitera que o papel da igreja nas favelas, representado pela sua personagem, também ocupa uma grande lacuna: “A igreja tem uma função social muito forte que é de acolher e dar pertencimento para as pessoas e essa falta do Estado também está aí”. A atriz conta que se inspirou no irmão, que tem 20 anos e também se converteu. “A Rita me ensinou muito a transformar nosso olhar para a religião. Antes eu tinha um certo preconceito, porque atrelava isso à política. Eu não conseguia entender algumas decisões dela, mas aprendi muito sobre perdão. Essa profissão nos possibilita trabalhar a empatia em vários lugares”, disse.

MC Doni e o funk

Nos novos episódios, o personagem Doni vê sua carreira crescer e ter o reconhecimento de músicos brasileiros como DJ Alok e MC Kevinho, que participarão da nova temporada. Para Jottapê, a série também enriquece o movimento do funk no Brasil. “Sintonia ajudou muito a levantar essa bandeira da importância cultural do funk, mostrando como é a realidade de um MC. Não é porque o cara canta que é associado ao crime, muitos MCs são maltratados pela polícia simplesmente por cantar funk. Acho importante mostrar toda realidade da periferia e é isso que estamos fazendo”, afirma.

Sintonia é idealizada pelo produtor musical KondZilla ao lado de Guilherme Quintella e Felipe Braga. A segunda temporada ainda conta com Fanieh, Gabriela Mag, Bruno Gadiol e Marat Descartes no elenco.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Deborah Secco diz ter criado diferentes ‘personas’ para agradar ao público

William Teodoro

V, do BTS, revela perda de audição: ‘No meu ouvido direito, está em apenas cerca de 30%’

William Teodoro

Quem é Conor Kennedy? E por que o marido de Giulia Be teve prisão decretada pela Rússia?

William Teodoro

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade