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Preso um dos suspeitos de latrocínio de empresário

Homem conhecido como “Joninha” seria o piloto da moto e já teve passagens policiais quando era menor; suspeito negou participação

Moto teria sido reconhecida pela placa e por características específicas (Fotos: Divulgação)

| Por: Alfredo Risk e Adalberto Luque |

Foi preso na manhã desta terça-feira (1º) um dos homens apontados como autores do latrocínio do empresário Paulo de Tarso Vallini, de 69 anos, ocorrido em 13 de agosto. O suspeito, Jonas Matheus Campos Isac, conhecido como “Joninha”, de 19 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça e se apresentou na Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), no Centro de Ribeirão Preto.

Segundo o delegado responsável pelo departamento, José Carvalho de Araújo Júnior, “Joninha” estava acompanhado de seu advogado e, em seu primeiro depoimento, negou que estivesse pilotando a motocicleta durante o assalto que terminou com a morte do empresário.

“Seria importante a participação dessa pessoa que se apresentou hoje para o encerramento desse inquérito policial, que foi em razão da morte daquele empresário”, disse o delegado. Ele acrescentou: “Nós estamos bem adiantados com relação ao segundo participante, que foi realmente aquele que efetuou os disparos.”

Durante as investigações, os policiais apuraram que um dos suspeitos teria entortado a placa da motocicleta para dificultar a identificação do veículo. A estratégia, porém, não impediu que os investigadores chegassem a “Joninha”.

Imagens de câmeras de segurança mostraram que a dupla seguiu Vallini durante todo o trajeto, desde a oficina do empresário, na Lagoinha, até a residência dele, na rua Guimarães Passos.

Apesar de negar participação, Araújo disse ter certeza de que “Joninha” era quem pilotava a moto (Foto: Alfredo Risk)

O suspeito permaneceu preso, apesar de negar participação no crime. O delegado afirmou que ele será interrogado ao longo do período em que estiver detido e disse não ter dúvidas de que “Joninha” era quem conduzia a motocicleta.

Relembre o caso

Paulo de Tarso Vallini, de 69 anos, foi morto a tiros na manhã de 13 de agosto, quando chegava de carro à residência, na rua Guimarães Passos, na Vila Seixas. O empresário aguardava a saída de um veículo que estava parado em frente à garagem quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta.

Imagens analisadas na época mostraram um dos homens descendo da moto e se aproximando da porta do carro. Durante a abordagem, Vallini teria reagido e o suspeito efetuou os disparos. Em seguida, pegou algo próximo à porta do veículo e voltou para a motocicleta, onde o comparsa o aguardava.

Os dois homens fugiram pela rua, na contramão. Vallini foi atingido por três disparos no tórax. Equipes de resgate tentaram reanimá-lo, mas ele morreu no local.

A investigação passou a tratar o caso como latrocínio, hipótese sustentada pela dinâmica registrada nas imagens. Na ocasião, o empresário estava com uma corrente de ouro. Um relógio Rolex foi encontrado no bolso dele.

Vallini mantinha uma oficina de restauração de veículos na região da Lagoinha, zona Leste, onde também trabalhava com carros antigos para colecionadores. Após o crime, o local foi examinado por policiais civis e peritos.

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