Tribuna Ribeirão
Economia

Natal deve injetar R$ 68,4 bi no varejo

ALFREDO RISK

O comércio deverá se be­neficiar em grande medida da volta das festas natalinas fami­liares e corporativas neste ano, na esteira do progresso da va­cinação contra a covid-19. Se­gundo pesquisa da Confede­ração Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Of­fer Wise Pesquisas, cerca de R$ 68,4 bilhões deverão ser injetados na economia.

“Com o avanço da vacina­ção e o pleno funcionamento das atividades comerciais em todo o país, a expectativa é de que 77% dos consumido­res comprem presentes neste ano, retornando ao patamar de consumo pré-pandemia”, diz o relatório da pesquisa da CNDL e da SPC Brasil. Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, essas projeções devem se con­firmar mesmo em um cenário de dificuldade econômica.

“Este ano será possível re­alizar festas e eventos sociais e coorporativos. Isso também estimula as compras e o con­sumo. Apesar do cenário eco­nômico preocupante, a pes­quisa demonstra que a força simbólica e cultural do Natal se sobrepõe às adversidades com que os brasileiros ainda têm de lidar, como a crise eco­nômica. O Natal é o período mais aguardado do ano para consumidores e comerciantes, e há indícios de que a dispo­sição dos brasileiros para con­sumir está retornando, ainda que aos poucos”, afirma Costa.

De acordo com o estudo, a estimativa de um ingresso de R$ 68,4 bilhões no setor considera um universo de 123,7 milhões de consumido­res voltando às compras neste Natal. Já entre aqueles que não pretendem comprar nada nas festas de fim de ano, a princi­pal justificativa, apontada por 26% dos entrevistados, é a falta de dinheiro. Outros 19% alegaram falta de costume de presentear no Natal e 16% ale­gam falta de emprego.

Até dezembro de 2021, o pagamento do décimo tercei­ro salário tem o potencial de injetar na economia brasilei­ra cerca de R$ 232,6 bilhões. Este montante representa aproximadamente 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), aponta estimativa do Depar­tamento Intersindical de Es­tatística e Estudos Socioeco­nômicos (Dieese).

De acordo com o estudo, cerca de 83 milhões de brasi­leiros serão beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.539. Entre os brasileiros que devem ser fa­vorecidos com o pagamento do 13º salário, 51 milhões, ou 61% do total, são trabalhado­res no mercado formal.
Dentre eles estão os em­pregados domésticos com carteira de trabalho assinada, que devem receber aproxima­damente R$ 155,6 bilhões, e aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS), que receberão R$ 45,4 bilhões.

Aos aposentados e pensio­nistas da União serão desti­nados R$ 11 bilhões; aos apo­sentados e pensionistas dos Estados, R$ 15,8 bilhões; e aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municí­pios, R$ 4,7 bilhões. A parcela mais expressiva do 13º salário, cerca de 49,3%, deve ser paga nos Estados do Sudeste.

Ribeirão Preto
Os lojistas de Ribeirão Preto apostam na liberação do 13º salário para aquecer as vendas. Um levantamento da Associação Comercial e Industrial (Acirp) aponta que o pagamento das duas parce­las do décimo terceiro salário deve injetar R$ 652.574.613,58 líquidos na economia ribei­rão-pretana. Serão beneficia­dos 230.967 trabalhadores com carteira assinada.

Segundo o Instituto de Economia Maurílio Biagi, a primeira parcela – livre de descontos – deve injetar R$ 366.614.951,45 em Ribeirão Preto até 30 de novembro. Já a segunda, com os descontos previstos em lei, será de R$ 285.959.662,13 e terá de ser paga até 20 de dezembro. O valor é a soma das folhas de pagamentos dos cinco prin­cipais setores da economia ribeirão-pretana: comércio, serviços, indústria, constru­ção civil e agropecuária.

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