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Queda na vacinação aumenta entre crianças

REPRODUÇÃO FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

Impulsionado pela disse­minação de informações er­rôneas e de fake news duran­te a pandemia da covid-19, o Brasil vem apresentando uma queda no número de pessoas vacinadas, especialmente de crianças. De acordo com o mais recente relatório do Fun­do das Nações Unidas para a Infância (Unicef), estima-se que, antes da pandemia, 99% dos brasileiros confiavam na segurança das vacinas infan­tis. No entanto, os dados mais recentes apontam que esse número caiu para 88%.

A queda de confiança pode ser a principal responsável por ter feito 1,6 milhão de crianças brasileiras não terem recebido, entre 2019 e 2021, nenhuma dose da vacina contra a po­liomielite nem da vacina DTP – pentavalente, que combate difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e hemófilo B.

De acordo com o levanta­mento, no mesmo período, 48 milhões de crianças não rece­beram nenhuma dose da vaci­na DTP em todo o mundo.

Segundo o DataSUS do Ministério da Saúde, em 2021, a vacinação infantil no Brasil chegou ao seu pior nível em três décadas

“Essas crianças foram dei­xadas para trás, ficando des­protegidas de doenças sérias e evitáveis. As crianças nasci­das pouco antes ou durante a pandemia agora estão ultra­passando a idade em que nor­malmente seriam vacinadas, ressaltando a necessidade de uma ação urgente para alcan­çar aquelas que perderam as vacinas e prevenir surtos e a volta de doenças já erradicadas no Brasil, como a pólio”, expli­ca Youssouf Abdel-Jelil, repre­sentante do Unicef no Brasil.

Para uma criança ser considerada imunizada, ela precisa tomar todas as do­ses recomendadas de cada vacina e as doses de reforço, quando indicadas.

O relatório global usa como base a tríplice bacteria­na (DTP), que conta com três doses. No Brasil, a DTP é ofe­recida como “pentavalente”, protegendo também contra hepatite B e contra haemo­philus influenza tipo b.

Pior performance em três décadas
Segundo o DataSUS do Ministério da Saúde, em 2021, a vacinação infantil no Brasil chegou ao seu pior nível em três décadas. Entre as maiores quedas, está a da vacina tríplice viral que previne contra o sa­rampo, a caxumba e a rubéola. Em 2015, ela chegou a 96% das crianças, mas, em 2021, atingiu apenas 71%. Já a vacina penta­valente e a contra a poliomieli­te caíram, respectivamente, de 96% para 68% e de 98% para 67%, no mesmo período.

Segundo especialistas, as vacinas são ferramentas vitais para proteger as crianças de doenças preveníveis, evitando complicações graves e, até mes­mo, a morte. Para eles, o esque­ma vacinal existe tanto para o desenvolvimento saudável das crianças quanto para a erradi­cação de doenças e o aumento da expectativa de vida.

Estima-se que, antes da pandemia, 99% dos brasileiros confiavam na segurança das vacinas infantis. No entanto, os dados mais recentes apontam que esse número caiu para

A falta de confiança e de adesão às vacinas aumentam o risco de proliferação de en­fermidades que haviam sido erradicadas, como sarampo, poliomielite, tétano, difteria e outras doenças bacterianas.

Não à toa, 39 mil casos de sarampo foram relatados nos anos de 2018 a 2022, justamen­te o período em que houve bai­xa na cobertura vacinal.

Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, segun­do relatório da Vigilância Epi­demiológica do município, li­gada à Secretaria Municipal da Saúde, o índice de vacinação em crianças em 2021 e 2022 ficou na média de 90% em va­cinas como BCG, Pentavalente e de Poliomielite.

No caso da Vacina Tríplice Viral (SCR,) indicada para pre­venir o sarampo, a caxumba e a rubéola houve queda entre a primeira e a segunda dose. No relatório da Vigilância a primei­ra dose teve o índice de cober­tura médio de 90%. Já a segun­da dose atingiu apenas 75%.

Vacinação contra gripe é baixa em Ribeirão Preto

Levantamento divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto mostra que a adesão pela vacinação contra gripe (influenza) para toda a população a partir de 6 meses de idade está baixa. O relatório foi divulgado no dia 5 de julho.

De acordo com o programa de imunização da pasta, foram aplicadas desde o início da campanha de vacinação contra a gripe, 166.553 doses, 60% do público estimado em mais de 278 mil pessoas. Em idosos com 60 anos ou mais, foram 59.882 doses aplicadas, num público estimado em 122 mil pessoas.

Segundo a coordenadora do programa de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde, Mayra Fernanda de Oliveira, é fundamental todos irem aos postos de vacinação para se protegerem contra a doença.

“Com o empenho de todos, rapidamente alcançaremos a meta de cobertura vacinal pro­posta pelo Ministério da Saúde e vacinaremos além da meta de Ribeirão Preto, portanto, concla­mamos às pessoas que procurem os postos de vacinação e se pro­tejam”, orienta a coordenadora do programa de imunização.

 

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