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Aluguel sobe 16,71% em 2024 

Preço médio do aluguel residencial no país subiu 13,5% em 2024, de acordo com o Índice FipeZap; alta em Ribeirão Preto foi de 16,71% 

Em Ribeirão Preto, o aluguel subiu ainda mais no ano passado. A alta foi de 16,71%, acima da média nacional (13,50%), sexto percentual mais elevado (Alfredo Risk)

O preço médio do aluguel residencial no país subiu 13,5% em 2024, de acordo com o Índice FipeZap. O valor do metro quadrado () alcançou R$ 48,12, de acordo com o levantamento. A alta supera a inflação oficial, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, é uma desaceleração em relação aos dois anos anteriores: 2022 (16,55%) e 2023 (16,16%). 
 
Em Ribeirão Preto, o aluguel subiu ainda mais no ano passado. A alta foi de 16,71%, acima da média nacional e a atrás apenas de Salvador (BA 33,07%),  Campo Grande (MS 26,55%), Porto Alegre (RS R$ 26,33), Campinas (SP 19,32%) e Joinville (SC 17,94%), o sexto percentual mais elevado. Supera em mais de três vezes a inflação oficial do país. 
 
Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a inflação acumulada foi de 4,83% em 2024, pela oitava vez em 26 anos acima da meta de 4,50% estipulada pelo Banco Central.  
 
Além disso, é mais que o dobro do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), comumente chamado de “inflação do aluguel”, pois costuma corrigir anualmente os contratos de moradia. O IGP-M encerrou 2024 em 6,54%.  
 
A inflação do setor na cidade passou de 0,69% em novembro para 1,42% em dezembro. O preço do médio do metro quadrado fechou o mês passado em R$ 27,98, acima dos R$ 23,82 de dezembro de 2023, acréscimo de R$ 4,16. Encerrou aquele ano em elevação de 16,33% em relação a 2022, quando o valor médio era de R$ 20,48 e a inflação acumulada da locação residencial foi de 17,83%.  
 
Apesar da disparada no valor da locação, o para aluguel em Ribeirão Preto é o quarto mais barato entre 36 municípios brasileiros, atrás de Pelotas (RS – R$ 18,61), Teresina (PI – 22,49) e Aracaju (SE – 25,17). Também está 41,85% abaixo da média do Índice FipeZap, de R$ 48,12. São R$ 20,14 a menos.  
 
A rentabilidade do aluguel (rental yield) em Ribeirão Preto encerrou o período em alta de 6,88%. A pesquisa é parceria entre a plataforma de anúncio de imóveis Zap e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).  
 
O levantamento acompanha os preços de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, sendo 22 capitais, com base em informações de anúncios veiculados na internet. A alta de 13,5% no ano passado é quase o triplo da inflação oficial do país. 
 
De acordo com a Fipe, em 2024 o aluguel subiu mais que o preço médio de venda de imóveis residenciais, que expandiu 7,73%.  O metro quadrado mais caro, de R$ 65,41, é da cidade de Barueri,na Grande São Paulo, onde ficam condomínios de luxo como o Alphaville original, local em onde residem várias celebridades.  
 
Está 133,77% acima do valor do metro quadrado ribeirão-pretano. São R$ 37,43 a mais. Depois de Barueri aparecem São Paulo (SP R$ 57,59), Florianópolis (SC R$ 54,97), Recife (PE R$ 54,05), São Luís (MA R$ 52,09) e Belém (PA R$ 51,83). 
 
Um quarto mais caro O estudo aponta que o aluguel do imóvel de um quarto foi o que mais subiu, 15,18%, superando a evolução dos domicílios de dois (12,71%), três (12,52%) e quatro ou mais dormitórios (14,17%). “Em 2022, o que vimos no mercado de locação foi a recomposição dos preços do período pandêmico, em que os proprietários suspenderam os reajustes de preços; em 2023 e, mais fortemente em 2024, o setor passou a ser favorecido pelo contexto macroeconômico.  
 
O emprego que é um fator importante para o mercado de locação, em 2024, atingiu seu recorde, impactando positivamente o setor”, avalia a economista do DataZap, Paula Reis. Em relação ao preço do metro quadrado (), o imóvel de um quarto também é mais caro (R$ 63,15). O domicílio de dois quartos era anunciado a R$ 44,84, em média. 
 
Entre as capitais, Salvador teve o maior aumento médio no aluguel, 33,07%, seguida por Campo Grande (26,55%) e Porto Alegre (26,33%). São Paulo (11,51%) e Rio de Janeiro (8%) tiveram expansões de preço abaixo da média do Índice FipeZap. Maceió teve o menor aumento (3,35%), sendo a única capital que ficou abaixo da inflação oficial do IBGE. 
 
Os pesquisadores esclarecem que o índice FipeZap considera preços de anúncios para novos aluguéis. “Não incorpora em seu cálculo a correção dos aluguéis vigentes, cujos valores são reajustados periodicamente de acordo com o especificado em contrato. Como resultado, o índice capta de forma mais dinâmica a evolução da oferta e da demanda por moradia ao longo do tempo”, pontua a instituição. 
 

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