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Agência fecha e alunos da USP relatam prejuízo

Google Street View Vítimas são alunos do 3§ ano da graduação da USP e fecharam pacote com a empresa Kairós Viagens & Peregrinações para viagem à Bahia

Isabela Moya e  
Caio Possati (AE) 
 
O fechamento de uma agência de Turismo de Franca deixou mais de 50 estudantes de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com um prejuízo de cerca de R$ 170 mil. As vítimas são alunos do terceiro ano da graduação, que fecharam um pacote com a empresa Kairós Viagens & Peregrinações para uma viagem à Bahia no fim deste ano. 
 
A Kairós suspendeu as atividades em julho e, em agosto, afirmou aos estudantes que cancelaria a viagem. Disse ainda que, por estar com as contas bloqueadas, não podia fazer transações bancárias e ressarcimentos. Em nota, afirma que cerca de R$ 50 mil já foram devolvidos relativos aos pagamentos por cartão de crédito e que a dívida seria de R$ 120 mil.  
 
Além disso, diz que “a situação não se configura como um ato de má-fé ou negligência, mas sim uma crise operacional de grande magnitude, resultante de eventos externos e que está sendo tratada com a máxima seriedade e transparência”. Afirma que “buscará todas as alternativas legais para mitigar os danos e promover o ressarcimento”. 
 
As vítimas contam que o passeio à Bahia em dezembro é uma tradição na faculdade, organizado pelos estudantes como forma de celebrar o encerramento do Ciclo Básico cursado nos três primeiros anos da graduação e a transição para o Ciclo Clínico, que se inicia a partir do quarto ano. 
 
No entanto, depois de pagarem R$ 170 mil à Kairós, foram surpreendidos no último dia 8 de julho, quando a empresa anunciou em seu perfil do Instagram que as atividades da agência estavam suspensas. “Estamos sem viagem e sem reembolso”, conta a estudante Elisa Nogueira Barbosa. 
 
Ela está entre os 53 estudantes da Faculdade de Medicina que aderiu ao pacote de viagem da Kairós e pagou aproximadamente R$ 5 mil (alguns fizeram o pagamento à vista e outros optaram pela forma parcelada). Ao terem conhecimento dos problemas, os estudantes questionaram o dono da empresa Ricardo Ribeiro Rodrigues. 
 
Ele garantiu, conforme Elisa, que ninguém seria lesado e que a viagem estava garantida. “Ele fez uma reunião com todos os aderidos e garantiu que faria a emissão das passagens aéreas até o dia 8 de agosto”, relatou Elisa. “Nós confiamos e aguardamos. 
 
Porém, no dia 8 deste mês, Rodrigues entrou em contato com os estudantes e informou que não iria conseguir realizar o passeio nem devolver o dinheiro. Inseguros, alguns dos alunos passaram a pedir o cancelamento do pagamento da viagem. Alguns já tiveram o valor ressarcido pelo cartão de crédito.  
 
O total do prejuízo, no momento, gira em torno de R$ 170 mil, de acordo com as vítimas. Os estudantes afirmam que registraram um boletim de ocorrência eletrônico e colhem provas para ir à delegacia. A Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP) foi questionada e a reportagem aguarda retorno. 
 
Em mensagens trocadas entre o dono da Kairós e os estudantes de Medicina, o empresário afirma que decidiu cancelar a viagem por causa dos pedidos de ressarcimento. “A única forma que tínhamos de entregar a viagem era cancelando todos os demais cartões e depois passá-los diretamente na companhia aérea e no hotel”, disse Rodrigues em mensagem obtida pela reportagem. 
 
Contudo, diante da insegurança e desconfiança do grupo com relação à empresa, não me restou alternativa senão fazer o cancelamento total da viagem”, acrescentou o empresário às vítimas. Em nota enviada ao Estadão, a assessoria jurídica da agência de turismo diz que os pedidos de estorno dos pagamentos realizados por cartão de crédito estão sendo aceitos e serão devidamente creditados nas próximas faturas dos clientes.  
 
Por isso, segundo a Kairós, o prejuízo dos alunos estaria em R$ 120 mil atualmente. “Os valores pagos pelos alunos somam cerca de R$ 170 mil dos quais aproximadamente R$ 50 mil já foram devolvidos relativos aos pagamentos efetuados por cartão de crédito.

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