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Vendas e aluguéis recuam na região 


Alfredo Risk
 Segundo o CreciSP, as vendas de casas na região responderam por 46% dos negócios e os apartamentos ficaram com 54% do mercado em dezembro 




Foram consultadas 111 imobiliárias em 17cidades da região metropolitana; vendas e locações subiram em dezembro

A pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CreciSP) comparou os mercados de venda e locação de casas e apartamentos em dezembro com os resultados obtidos em novembro do ano passado. Foram consultadas 111 imobiliárias que atuam em 17 cidades da região metropolitana.

O mês de dezembro costuma concentrar ajustes financeiros das famílias, despesas sazonais e postergação de decisões de médio e longo prazo, especialmente em um contexto de crédito mais seletivo e cautela no endividamento. Esse cenário pesou para os resultados negativos taanto nas vendas, quanto nas locações.

O levantamento de dezembro do CreciSP envolve Ribeirão Preto, Altinópolis, Batatais, Brodowski, Cravinhos, Jaboticabal, Jardinópolis, Mococa, Monte Alto, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Pontal, Pradópolis, Serrana, Sertãozinho e Taiúva.

Todas essas cidades ficam na região metropolitana, composta por 34 municípios. As vendas recuaram 1,87% após alta de 10,29% em novembro e duas quedas seguidas, de 11,48% em setembro e 6,58% em outubro, depois de disparar 23,92% em agosto.

Antes, havia registrado baixas em janeiro (-27,32%), fevereiro (-3,91%), maio (-13,04%) e julho (-45.09%) e altas em março (23,72%), abril (1,79%) e junho (50,58%) – fechou 2025 com crescimento acumulado de 1,01%, segundo o levantamento do CreciSP.

Terminou 2024 com quatro meses seguidos de alta – setembro (80,8%), outubro (65,9%), novembro (41,3%) e dezembro (6,1%). Fechou aquele com alta acumulada de 86,41%, segundo a pesquisa CreciSP, após elevação de 0,91% em 2023.

O volume de novos contratos de locação assinados em dezembro despencou 56,70%, após disparar 85,87% em novembro. Havia registrado queda de 50,43% em outubro. Vinha de alta de 63,30% em setembro e quedas de 14,42% em agosto, de 20,51% em julho, de 11,11% em maio e 70,28% em abril, ante avanço de 263,16% em junho.

Já havia recuado 45,06% em janeiro, mas subiu 86,36% em fevereiro e 26,19% em março. Encerrou 2025 com alta acumulada de alta de 256,37%. Avançou 23,9% em dezembro do ano anterior, após queda de 4,8% em novembro, ante alta de 65,3% em outubro, depois de disparar 320,8% em setembro – o crescimento acumulado em 2024 foi de 516,91%. Fechou 2023 em baixa de 87,34%.

Segundo o CreciSP, as vendas de casas responderam por 46% dos negócios e os apartamentos ficaram com 54% do mercado em dezembro. Quando o assunto é aluguel, 50% optaram por unidades térreas ou sobrados e a outra metade locatários prefere morar em imóveis em edifícios.

Os valores médios das casas e apartamentos vendidos ficaram entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, com destaque para imóveis de dois dormitórios. A maioria das casas tem área útil de 50 metros quadrados, e enquanto a maior parte dos apartamentos possui entre 50 m² e 100 m².

Segundo o CreciSP, 62,2% das propriedades vendidas em dezembro estão na periferia, 8,9% nas regiões centrais e 28,9% nas áreas nobres. Esse dado reflete tanto a limitação orçamentária de parte dos compradores quanto a importância de novos polos residenciais fora do eixo tradicional.

Com relação às modalidades de venda, em dezembro 59,6% foram financiadas pela Caixa Econômica Federal e 15,4% por outros bancos, totalizando mais de 75% das transações dependentes de crédito. Apenas 13,5% dos negócios foram fechados diretamente com os proprietários, 9,6% foram à vista e 1,9% por consórcios.

O comportamento indica que, mesmo em um cenário de juros mais elevados, o crédito habitacional continua sendo essencial para sustentar a demanda e viabilizar o acesso à moradia.

Locações – A faixa de preço de locação de preferência dos inquilinos de casas e apartamentos ficou em R$ 1.000 em dezembro. A maioria das casas era de dois dormitórios. A maior parte dos apartamentos era de até três dormitórios. A principal garantia locatícia adotada foi o fiador, presente em 57,9% dos contratos, seguido pelo seguro fiança, com 36,8%.

O depósito caução teve participação reduzida, de 5,3%. Esses dados evidenciam a preferência por modalidades tradicionais e que oferecem maior segurança jurídica ao proprietário, especialmente em períodos de maior incerteza econômica.

Os novos inquilinos optaram por imóveis situados bairros da periferia (42,1%), na região nobre das cidades pesquisadas (47,4%) e na região central (10,5%), indicando que parte da demanda busca melhor infraestrutura urbana e proximidade de serviços, mesmo com orçamento mais restrito.

Entre os que encerraram os contratos de locação 5-0% não informaram a razão da mudança, 8,3% optaram por um aluguel mais caro e 47,1% por um aluguel mais barato. “O desempenho do mercado em dezembro de 2025 reforça a relevância da atuação do corretor de imóveis na intermediação de vendas e locações”, diz o CreciSP.

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