Estão sendo trocados os aliados do ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite com quem Tarcísio teria rompido
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) iniciou na terça-feira, 3 de fevereiro, a exoneração de policiais nomeados pelo então secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite (PP).
O governador e o ex-secretário teriam rompido politicamente no final do ano passado, o que teria motivado as trocas. Em 1 de dezembro do ano passado, Derrite deixou o cargo de secretário e reassumiu o cargo de deputado federal. Ele é pré-candidato ao Senado, nas eleições deste ano.
No Diário Oficial do Estado (DOE) de terça-feira, (03) algumas exonerações foram publicadas, como a do ex-comandante-geral da PM, coronel Cássio Araújo de Freitas, atualmente na reserva e que vinha ocupava o cargo de chefe de gabinete da secretaria de Segurança Pública do Estado. Os comandos da Polícia Civil e da Polícia Militar também devem sofrer alterações.
Segundo apuração da Folha de São Paulo, o expurgo dos aliados de Derrite, teria sido uma recomendação feita pelo governador ao coronel Henguel Ricardo Pereira, ex-secretário Chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil, que assumiu a secretaria-executiva da Secretaria de Segurança Pública na segunda-feira, 2 de fevereiro.
O governador – que deverá tentar a reeleição nas eleições deste ano -, também não teria gostado de declarações feitas por dirigentes do partido de Derrite, o (PP) sobre as eleições para o Governo de São Paulo.
O governo também já exonerou a diretora da Academia de Polícia, Márcia Heloísa Mendonça Ruiz, após a crise provocada com a nomeação de delegada supostamente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A nova diretora, Fernanda Herbella, assumiu a função sexta-feira, 30 de janeiro.

