Tricolor sai atrás, mas mudanças de Crespo fazem a diferença na Vila Belmiro
Enquanto Juan Pablo Vojvoda se vê cada vez mais pressionado no comando do Santos, Hernán Crespo ganha fôlego no São Paulo ao mostrar capacidade para mudar um panorama adverso. O ex-atacante encontrou soluções para buscar um empate por 1 a 1 no clássico, disputado nesta quarta-feira (4), na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
Em um jogo muito faltoso e com pouca inspiração, a dupla San-São criou chances para balançar mais vezes as redes. O primeiro tempo foi mais afeito aos mandantes, apesar de certo equilíbrio. Já o segundo teve domínio visitante, conquistado graças às substituições promovidas pelo treinador, como as entradas de Lucas, Marcos Antonio e Luciano ao se desfazer do esquema com três zagueiros.
Foi o sétimo jogo seguido do Santos sem vitória. Nesta temporada, foram disputadas somente oito partidas. O futuro de Vojvoda está em xeque.
O São Paulo chega a quatro pontos no Brasileirão e continua invicto, enquanto o Peixe soma seu primeiro ponto no nacional. O Tricolor volta a campo no sábado, às 20h30, para medir forças com o Primavera, no Morumbis, pelo Campeonato Paulista. Já o conjunto santista duela com o Noroeste no domingo, às 16h, em Bauru, em briga direta contra a degola.
O Alvinegro começou melhor e criou mais alternativas ofensivas. Os visitantes, novamente com três zagueiros, priorizaram um jogo mais cadenciado, mas apresentavam dificuldades na saída de bola.
Aos poucos, o São Paulo conseguiu equilibrar um pouco mais o clássico. Ambos os times levaram certo perigo, mas o gol não parecia próximo. O excesso de faltas prejudicou o desempenho das duas partes. A atuação do árbitro Anderson Daronco também foi motivo de polêmica, especialmente quando Frías impediu que Calleri saísse na cara do gol. Os são-paulinos pediram a expulsão, mas o zagueiro recebeu apenas o cartão amarelo.
Aos 30 minutos, quando o jogo foi interrompido para a hidratação dos atletas, torcedores do Santos iniciaram uma sequência de protestos direcionados ao presidente do clube, Marcelo Teixeira, pondo fim por alguns instantes ao silêncio prometido ao longo do primeiro tempo.
Depois do reinício, Tapia e Bobadilla armaram uma tabela pela esquerda da grande área que arrancou suspiros dos torcedores. O chileno tentou chutar cruzado, mas a bola passou paralelamente à meta de Brazão.
Rafael também teve de fazer uma importante defesa no acréscimo após finalização de Barreal. Pouco depois, o goleiro tricolor não colaborou com seu time. Aos 50, Frías chutou de longe, Rafael deu rebote e Zé Rafael anotou dentro da grande área para colocar o Santos em vantagem.
O jogo continuou bastante físico no segundo tempo. O Tricolor se mostrou mais disposto e insistiu na busca pelo empate, especialmente após as mudanças táticas feitas por Crespo. O argentino sacou um zagueiro para colocar Lucas em campo. Foi dele o cruzamento, do lado direito, que encontrou Calleri pronto para cabecear e deixar tudo igual no placar da Vila, aos 21.
O Peixe não conseguiu se encontrar na segunda parte. A partida, antes truncada, ficou mais franca, com pressa e jogadas de velocidade dos dois times. Apesar dos sintomas de mais gols, o resultado final ficou no 1 a 1.

