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RP fecha janeiro com 199 ataques

A espécie de escorpião mais comum nas cidades é a “Tityus serrulatus”, conhecido como “escorpião amarelo”: perigoso e traiçoeiro | Getty Images

Ribeirão Preto encerrou 2025 com 1.998 ataques de escorpião, média de um caso a cada quatro horas e meia, segundo dados do painel da Secretaria Municipal da Saúde. O número é 33,02% superior as 1.502 ocorrências de 2024. São 496 a mais. Em janeiro deste ano foram 199 ataques, 52 a mais que os 147 do mesmo mês do ano passado, alta de 35,37%.

Caiu 24,05% em relação ao mês anterior, 63 a menos. Foram 262 em dezembro – novo recorde histórico, 27 a mais e 11,49% acima dos 235 de outubro de 2023. São 52 a mais na comparação mensal, alta de 24,76% em relação aos 210 de novembro. Em 2025 a cidade ainda registrou 197 em fevereiro, 192 em março, 129 em abril, 114 em maio, 115 em junho, 133 em julho, 145 em agosto, 173 em setembro e 181 em outubro (dados revisados).

Na comparação interanual, entre os meses de dezembro, são 125 a mais em 2025, alta de 91,24%, passando de 137 em 2024 para 262 em 2025. Foram 2.037 em 2023, segundo a Divisão de Vigilância Epidemiológica do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa).

São 535 a menos em 2024, queda de 26,26%. Ribeirão Preto encerrou 2023 com recorde absoluto de ocorrências envolvendo ataques de escorpião. Pela primeira vez, o total superou a barreira de dois mil casos. A média ficou em cinco por dia. Foram 1.808 em 2022, alta de 12,67% no ano seguinte e 229 a mais. Em 2021 foram 1.639.

Em 2024 foram 144 em janeiro, 105 em fevereiro, 148 em março, 98 em abril, 85 em maio, 88 em junho, 105 em julho, 101 em agosto, 134 em setembro, 168 em outubro, 189 em novembro (recorde de 2024) e 137 em dezembro.

Desde 1º de janeiro de 2020 e até o último dia 31 de janeiro foram registrados 10.851 casos em Ribeirão Preto. Junho, julho e dezembro de 2014 e fevereiro e abril de 2018 são os períodos mensais com menos ocorrências: seis em cada.

O ano com menor número de ataques foi 2014, com 128, seguido por 2013, com 144. Em 2020, o primeiro ano da pandemia de coronavírus, foram 1.668, quando muita gente ficou em casa por causa dos lockdowns. Em 2019 ocorreram 1.534.

Desde 2012 – Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e da Devisa. Desde 2012, Ribeirão Preto já registrou 14.288 ocorrências envolvendo escorpiões, duas por dia. Porém, até 2019, quando foram constatados 1.534 casos, não havia ultrapassado a barreira dos três dígitos.

Mortes – Ribeirão Preto fechou 2023 com duas mortes por ataque de escorpião. Um menino de seis anos morreu em 19 de agosto, após ter sido picado por um escorpião dentro de seu quarto, na cama, na Vila Carvalho, Zona Norte da cidade.

Um mês antes, em 19 de julho, uma menina de quatro anos morreu após ataque no Jardim Jandaia, na mesma região. Em treze anos, foram constatados, em Ribeirão Preto, seis óbitos em decorrência de picadas de escorpião: um em 2018, outro em 2020, dois em 2021 e dois em 2023.

Protocolo – A prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde atualizou o protocolo para atendimento a vítimas de acidentes com escorpiões. A partir de agora, crianças de zero a 10 anos têm acesso direto ao Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência (HC-UE) para avaliação imediata e possível administração de soro antiescorpiônico.

Para pacientes acima de 11 anos, a orientação permanece a de procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima para avaliação inicial. Somente casos classificados como moderados ou graves, após avaliação médica nas unidades, serão encaminhados ao HC-UE caso haja necessidade de tratamento especializado ou uso de soro.

Mais comum –
A espécie de escorpião mais comum nas cidades é a “Tityus serrulatus”, conhecido como “escorpião amarelo”. Trata-se de um tipo urbano, frequentador de esgotos ou redes pluviais, e considerado o mais perigoso da América Latina. Para não correr risco de morte, a pessoa tem de ser atendida em, no máximo, quatro horas.  É preciso tomar soro contra o veneno e analgésico para aliviar a dor.

O clima úmido e quente é ideal para o aparecimento destes animais, que se abrigam em esgotos e entulhos. Eles habitam o meio urbano e se alimentam principalmente de baratas, portanto, são comuns também em locais próximos a áreas com acúmulo de lixo. Escondem-se em calçados e sobem em camas.

 

O balanço dos ataques em RP

Ataques em 2012 – 158

Ataques em 2013 – 144

Ataques em 2014 – 128

Ataques em 2015 – 267

Ataques em 2016 – 241

Ataques em 2017 – 150

Ataques em 2018 – 815

Ataques em 2019 – 1.534

Ataques em 2020 – 1.668

Ataques em 2021 – 1.639

Ataques em 2022 – 1.808

Ataques em 2023 – 2.037

Ataques em 2024 – 1.502

Ataques em 2025 – 1.998

Ataques em 2026 – 199 *

Total de ataques: 14.288

* Apenas janeiro

Fonte: Sinan Net e Divisão de Vigilância Epidemiológica

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