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Caso de misoginia marca a vitória do Comercial em casa

Confusão se deu atrás do banco de reservas do Nacional (redes sociais)

Igor Ramos

A primeira vitória do Comercial em casa no último fim de semana teve um episódio lamentável. Em plena semana do Dia da mulher, um caso de misoginia foi relatado na súmula do jogo, em que o Comercial derrotou o Nacional por 2 a 0.

Segundo relato da árbitra da partida,  Ana Caroline D’Eleutério de Sousa Carvalho, a médica do Nacional fez uma denúncia ao final do primeiro tempo do jogo, entrando no gramado e relatando ter sido vítima de misoginia e ofensas vindas de torcedores que estavam no alambrado, atrás do banco de reservas do Nacional.

Apesar do episódio o jogo teve continuidade e o Cpmercial venceu por 2 a 0
(Bárbara Pires/Assessoria CFC)

A confusão aconteceu no final do primeiro tempo, quando a médica, entrou no gramado para fazer um atendimento a um jogador do time da capital. A doutora Bianca Francelino, que é de Ribeirão Preto,  prestava serviço de freelancer para o Nacional e viu quando um torcedor  a ofendeu  e fez gestos obscenos, agitando as próprias partes íntimas para a médica.

O marido e familiares da profissional , que estavam no estádio, desceram da arquibancada e foram tirar satisfações com o torcedor. o que gerou uma confusão no intervalo, sendo necessária a intervenção policial.

.  A árbitra acionou o protocolo de assédio e racismo, erguendo os braços cruzados ( como determina a FIFA) e o jogo ficou paralisado. 

O episódio foi relatado na súmula.

Informo que aos 45+1 minutos de jogo, eu Ana Caroline D’Eleutério de Sousa Carvalho, fui comunicada pelo 4º árbitro acerca de um fato relatado pelo técnico da equipe do Nacional Atlético Clube, Sr. Antonio Carlos Guimarães, referente a manifestação de assédio, proferida por torcedores da equipe do Comercial Futebol Clube. Segundo o relato, um torcedor teria segurado e apontado a genitália em direção à médica da equipe do Nacional Atlético Clube, Dra. Bianca Francelino de Oliveira, que se encontrava na área do banco de reservas. Tal situação gerou início de discussão entre os jogadores reservas e membros da comissão técnica do Nacional Atlético Clube, com os torcedores posicionados próximos ao alambrado. Diante da informação recebida, dirigi-me à referida profissional, que confirmou ter sido vítima do referido ato de assédio dizendo: “Eu fui assediada”. Diante dos fatos, a equipe de arbitragem acionou o protocolo previsto para situação dessa natureza, sendo o ocorrido inclusive comunicado ao público presente por meio do sistema de som do estádio. Na sequência, o diretor da partida, Sr. Pedro Henrique Roveri Falcão, solicitou à gerente de operações Sra. Mariana Prata Fernandes Borges, que acionasse o policiamento presente no estádio para que fosse realizada a intervenção e tentativa de identificação do torcedor responsável pelo ato. Com a chegada da equipe policial ao local, os ânimos foram controlados, entretanto não foi possível identificar nenhum torcedor como sendo o autor o gesto relatado. Após a adoção das medidas citadas, voltei a contatar a Dra. Bianca para verificar suas condições de permanência ou não no jogo. Foi quando a mesma confirmou dizendo: “Sim, eu tenho condições de continuar no jogo”. Dessa forma, o jogo foi reiniciado e transcorreu normalmente até o seu término, sem novos registros relacionados ao fato. Informo que, até a saída da equipe de arbitragem do estádio, não foi apresentado nenhuma identificação do torcedor que realizou o gesto. Saliento ainda que nenhum membro da equipe de arbitragem visualizou o fato, tendo este sido apenas informado pelo técnico da equipe do Nacional Atlético Clube e posteriormente confirmado pela Dra. Bianca Francelino de Oliveira

Comercial se pronuncia

No dia seguinte ao fato o Comercial divulgou uma nota, alegando ter identificado o torcedor.

A nota diz:

O Comercial Futebol Clube repudia e lamenta o assédio sofrido pela médica Bianca Francelino, no jogo contra o Nacional, neste sábado (7).

A doutora Bianca, residente em Ribeirão Preto, prestava serviço freelancer para o clube da capital, quando sofreu atos misóginos vindos de um torcedor.

O Comercial informa que esse torcedor já foi identificado pelas autoridades e funcionários da FPF (Federação Paulista de Futebol), que adotarão todas as medidas judiciais cabíveis.

O Comercial é plural e de todos. Machistas, racistas, homofóbicos e todos os tipos de preconceituosos não são bem-vindos no estádio Palma Travassos.

O Comercial volta a campo no próximo sábado (14), às 15h30, contra o Araçatuba, fora de casa. Já o Nacional enfrenta a Penapolense no mesmo dia, às 15h.

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