Dario Durigan, de 41 anos, nasceu em Bebedouro, na macrorregião, mas tem família em Taiúva, na Região Metropolitana de Ribeirão Preto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira, 19 de março, que Dario Durigan, de 41 anos, será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as próximas eleições. O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, de forma informal, enquanto Lula cumprimentava autoridades presentes.
“Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, declarou o presidente. A confirmação ocorreu quando o petista lia a lista de participantes do evento.
Ao citar Durigan, pediu que ele se levantasse e o apresentou como futuro titular da equipe econômica. Durante o discurso, o presidente também fez um balanço do governo e destacou a atuação dos ministros ao longo do mandato. “Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou Lula.
Dario Durigan nasceu em Bebedouro, na macrorregião, mas tem família em Taiúva, na Região Metropolitana de Ribeirão Preto. Atual secretário executivo da Fazenda, já atuava como principal articulador político da equipe econômica e deve dar continuidade à agenda fiscal do governo.
Antes de assumir o posto de número dois do Ministério da Fazenda, em 2023, Durigan atuava no setor privado como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função exercida dentro da Meta Platforms desde 2020, grupo que também controla Facebook e Instagram.
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo e mestre pela Universidade de Brasília, ele construiu carreira no setor público antes da experiência na tecnologia. Entre 2010 e 2011, trabalhou na Advocacia-Geral da União com foco em gestão estratégica. Em seguida, atuou como assessor jurídico na Casa Civil entre 2011 e 2015, durante administrações petistas.
Posteriormente, integrou a equipe de Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo como assessor especial, entre 2015 e 2016. Na sequência, exerceu a advocacia na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020, consolidando sua atuação na área pública e jurídica.

Saída confirmada – Mais cedo, Haddad confirmou que deixará o comando da pasta após mais de três anos no cargo. Será candidato ao governo de São Paulo. Nas últimas horas no cargo, classificou o momento de simbólico. “Hoje é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse.
Em seu discurso, Haddad destacou medidas adotadas durante sua gestão, com ênfase na articulação com o Congresso e na cooperação entre União, estados e municípios. Segundo ele, o chamado pacto federativo foi essencial para os resultados econômicos recentes.
“O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão.”
O ex-ministro também citou ações como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento de investimentos públicos como fatores que contribuíram para a melhora de indicadores econômicos.

