Sérgio Roxo da Fonseca *
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Taís Roxo Fonseca *
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Na metade do século XX dois times de futebol chamavam a atenção em Ribeirão Preto. Um era a extinção do Comercial e o outro o nascimento do Botafogo. O Comercial havia se transformado na Recreativa e não mais participava de jogo de futebol. E o Botafogo chamava a atenção das plateiasno seu espaço da Vila Tibério. O Comercial foi ressuscitado.
Na metade do século XX o Botafogo passou a erigir o seu enorme campo de futebol e o Comercial seguiu seus propósitos.
Foram ouvidas críticas de todo o lado, ecoando em primeiro lugar que no Rio de Janeiro nenhum time de futebol mantinha um estádio próprio, o que ocorria também com as equipes de São Paulo.
Lá as autoridades públicas eram responsáveis pelos seus estádios, tendo como exemplo o Maracanã.O resultado da política aqui adotada é de todos conhecida foi tristonha. Até o Radium de Mococa, que trancou a porta do Botafogo, acabou também sendo atingido pelas mesmas doenças. Desapareceu.
O mesmo não ocorreu em outras áreas.A Recreativa, que sucedeu o Comercial no alto da cidade, manteve extraordinárias equipes de atletas. Um deles, saltando do alto de um trampolim, foi o único brasileiro a marcar pontonuma Olimpíada.
Pelos mesmos caminhos a Recreativa contratou o Geraldinho e montou uma grandiosa equipe de atletismo. Figurava nela o Dr. Delegado de Polícia ultimo decatleta aqui conhecido. Havia então três grandes equipes de atletismo no Brasil: a do São Paulo, a da Recreativa e uma equipe carioca, conhecida como sendo Flamengo.
Não se pode também lançar um manto do esquecimento sobre atletas femininas do vôlei. Essas atletas superaram todos os obstáculos, levando para a Cava do Bosque um número incontável de espectadores. Atualmente, Franca mantém extraordinárias e aplaudidas equipes de basquete. A nossa desapareceu.
Um dos marcos desses acontecimentos foi a convocação dos Jogos Abertos do Interior pela nossa comunidade,que habilitou a nossa sociedade a presenciar (sem jamais esquecer) a inauguração da Avenida Nove de Julho. Os atletas de todo o Estado de São Paulo marcharam do início ao fim da Nove de Julho, demonstrando que a sua comunicação permaneceria na memória de Ribeirão Preto.
Extrai-se, tanto das experiências positivas como das negativas a certeza de que a nossa cidade pode e deve apoiar em órgãos públicos um trabalho no sentido de oferecer meios para promover atletas e grupo deles em buscas de aperfeiçoar a convivência seja dos nossos jovens, seja da nossa convivência.
* Advogado, professor livre docente aposentado da Unesp, doutor, procurador de Justiça aposentado, e membro da Academia Ribeirãopretana de Letras
** Advogada

