Tribuna Ribeirão
Geral

Cetras acolhe 660
 animais no trimestre

A lista de animais devolvidos à natureza após tratamento no Cetras inclui lobo-guará e tamanduá-bandeira, duas espécies ameaçadas de extinção

Cerca de 300 animais silvestres retornaram à natureza no processo de refaunação

No primeiro trimestre deste ano, de janeiro a março, o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) Morro do São Bento registrou a entrada de 660 animais silvestres para cuidados e reabilitação, cerca de oito por dia, um a cada três horas. Destes, cerca de 300 retornaram à natureza no processo de refaunação, taxa de reabilitação superior a 45%.

Dentre os animais que chegaram vitimados ao Cetras, instalado no Bosque e Zoológico Doutor Fábio Barreto e vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade de Ribeirão Preto Centro, foram reabilitados e devolvidos aos seus habitats algumas espécies ameaçadas de extinção.

A lista traz lobo-guará (carnívoro do topo da cadeia alimentar  e o maior da América Latina), jacaré-de-papo-amarelo (pode chegar a dois metros de comprimento), e tamanduá-bandeira (de grande relevância para a natureza e a cultura, sendo um símbolo brasileiro).

“O trabalho que desenvolvemos no Cetras Morro do São Bento é meticuloso, o que nos traz bons resultados na recuperação dos animais silvestres, principalmente pela equipe técnica formada por médicos-veterinários, biólogos, zootecnistas e auxiliares, que oferecem o melhor cuidado, tratamento e recuperação aos pacientes”, diz o responsável técnico pelo centro, Alexandre Gouvea.

“É com orgulho que fechamos o primeiro trimestre com mais de 400 animais soltos e em tratamento, sem casos em estado grave”, afirmaGouvea. Mesmo com capacidade técnica para atender todos os tipos de animais silvestres, a maioria dos acolhimentos é de aves, que têm como principais causas de vitimização a urbanização e o tráfico.

“O nosso Cetras é referência no Estado de São Paulo e para diversos órgãos não apenas da região, mas de todo o Brasil, pela qualidade técnica, tanto das equipes quanto dos equipamentos. Investir em nosso Centro é investir na preservação das espécies, dos ecossistemas e do nosso futuro”, ressalta o secretário de Meio Ambiente, Claudio Almeida.

Entre as últimas espécies que deram entrada no centro em março e seguem em tratamento estão seriemas, tucanos-toco e jabutis-piranga. Os animais chegam ao Cetras principalmente por meio da Polícia Militar Ambiental (PMAmb), que pode ser acionada em casos de denúncias de tráfico de animais, maus-tratos e vitimização, práticas criminosas sujeitas a multas e penalidades, pelo telefone (16) 3996-0450.

Na lista das espécies atendidas, a maioria é de mamíferos, entre eles onça-parda, lobo-guará e capivara.  Traumatismos crânio encefálicos e fraturas são as situações mais registradas. O Cetras alerta os motoristas para que tenham atenção em relação à travessia de animais silvestres, principalmente ao amanhecer e ao entardecer.

Trechos de malha rodoviária próximos de matas, muito presentes no entorno de Ribeirão Preto, costumam ser local de maior circulação dos animais.  O trabalho desenvolvido pelo Cetras do Morro de São Bento é fundamental para assegurar que animais silvestres, muitas vezes órfãos ou vítimas de situações de risco, tenham uma segunda chance de recuperação e possam retornar aos seus habitats de origem de forma segura, saudável e autônoma.

Os animais atendidos no Cetras são vítimas de maus-tratos, do tráfico, da caça ilegal e de incêndios e atropelamentos. O trabalho desenvolvido pelo Cetras é essencial para a conservação da fauna, oferecendo atendimento clínico e cirúrgico a animais silvestres que chegam debilitados, em sua maioria após contato com áreas urbanas.

O Cetras Morro do São Bento faz parte da rede de 28 unidades do Estado de São Paulo. Denúncias podem ser feitas à Polícia Militar, pelo telefone 190; à Polícia Ambiental de Ribeirão Preto, pelo (16) 3931-1070; e à Guarda Civil Metropolitana, pelo 153.

O Cetras Morro de São Bento é referência regional na reabilitação de fauna silvestre, atuando no recebimento, tratamento e destinação adequada de animais vítimas de acidentes, maus-tratos ou apreensões, com foco na recuperação e, sempre que possível, no retorno seguro dos indivíduos à natureza.

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