| Por: Alfredo Risk e Adalberto Luque |
Um homem de 34 anos foi preso, na manhã desta quinta-feira (9), suspeito de fornecer munição para o homem que teria executado outro na zona Norte de Ribeirão Preto. O homicídio ocorreu no dia 26 de fevereiro, na esquina da rua Bolívia com sua Santos, Vila Mariana.
Segundo o delegado Fernando Bravo, o detido teria fornecido munição para Paulo Roberto dos Reis Alves, conhecido por “Buiú”, que teria matado a tiros Freud dos Santos Pereira, de 39 anos. O fornecedor das munições foi identificado no curso das investigações.
De acordo com o delegado, ele teria recebido valores via PIX, detectados em análise de dados autorizado pela Justiça. O mandado de busca e apreensão foi cumprido por agentes do Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais (GOE/DEIC).

Foram apreendidas 30 munições calibre .380, 07 munições calibre .40, 01 munição calibre .45 Federal, 01 munição calibre 28 e, notadamente, munições de uso restrito de calibres 5.56 e 7.62. São munições de uso restrito.
Além deste local onde o homem foi preso, os agentes cumpriram outros três mandados de busca e apreensão em locais ligados a ele. O objetivo foi localizar a arma utilizada no crime.
“A arma do crime não foi localizada até o presente momento. Nós vamos continuar as diligências visando sua localização”, garantiu o delegado. O homem foi preso por posse ilegal de munição de uso restrito e venda ilegal de munições.
Relembre o caso
Freud dos Santos Pereira, de 39 anos, foi morto com pelo menos quatro tiros, na manhã de 26 de fevereiro. Ele seguia em um carro pela contramão na Rua Bolívia quando, na esquina com a rua Santos, foi vítima dos disparos de um homem que vinha em uma moto, também pela contramão, e parou ao lado do carro da vítima.

Depois dos disparos, o condutor da moto seguiu em frente. O condutor do carro não resistiu aos ferimentos.
No curso das investigações, a Polícia Civil prendeu Reis Alves, no dia 9 de fevereiro. Ele teria admitido conhecer a vítima e disse que os dois se relacionavam com a mesma mulher.
A Polícia Civil suspeita que ela está grávida da vítima e isso pode ter motivado o crime. “O próprio suspeito confirmou que a namorada estaria grávida”, disse Bravo à época. Ele foi preso temporariamente por 30 dias e, segundo o delegado, a prisão foi prorrogada por mais 30 dias nesta quarta-feira (8), para que o inquérito seja concluído.

