Tribuna Ribeirão
Agro

Produção de cana 
deve subir 5,33%

Arquivo/Ag.Br. 
Conab estima produção de cana em 709,1 milhões de toneladas na safra 2026/27, aumento de 5,33% em relação as 673,2 milhões de t do ciclo anterior


A melhora na produtividade e a expectativa de uma maior área a ser colhida levam a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a estimar a produção de cana-de-açúcar em 709,1 milhões de toneladas na safra 2026/27. Caso se confirme, o resultado representa um aumento de 5,33% em relação as 673,2 milhões de t da temporada anterior e a segunda maior da série histórica, atrás apenas do volume colhido no ciclo 2023/24.

Os dados são no 1º Levantamento de Cana-de-açúcar 2026/27, divulgado nesta terça-feira, 28 de abril, pela Conab.  As condições climáticas observadas em 2025 devem refletir de maneira positiva nas lavouras desta safra. De maneira geral, a cultura foi beneficiada pelo clima, o que traz uma recuperação de 3,4% no desempenho, com uma produtividade média nacional estimada em 77.753 quilos por hectare.

A área destinada à colheita também deve apresentar elevação de 1,9%, sendo projetada em 9,1 milhões de hectares, e, se confirmada, será a maior área colhida da série histórica da Conab No Sudeste, a Conab prevê uma produção de 459,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 6,8% acima da safra de 2025/26.

A principal região produtora de cana-de-açúcar deverá ter crescimento de 2,1% na área colhida, estimada em 5,7 milhões de hectares, e produtividade média de 80.852 kg/ha, 4,6% acima do que foi registrado na safra passada, reflexo das condições climáticas melhores do que as observadas na última temporada.

No Centro-Oeste, segunda principal região produtora, há expectativa de aumento na área colhida de 1,8%, estimada em DOIS milhões de hectares. A produtividade média na região também deverá crescer 1%, chegando a 77.595 quilos por hectare. Neste cenário, a Conab espera uma produção de 154,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

A Companhia também espera incremento tanto na área colhida como na produtividade nas lavouras do Nordeste nesta safra, chegando a 901,3 mil hectares e 61.248 kg/ha, respectivamente. A produção estimada para a região está em 55,2 milhões de toneladas, uma alta de 3,7% em comparação com o ciclo passado.

Panorama semelhante é verificado para o Sul do país, com uma colheita estimada em 36,2 milhões de toneladas, aumento de 0,6%, se comparada com 2025/26. Apenas na região Norte há expectativa de uma leve redução de 0,5% na área colhida, totalizando 52,7 mil hectares.

A queda é compensada pela melhora em 10,2% na produtividade média das lavouras da região, prevista em 78.763 kg/ha, resultando em uma produção estimada de 4,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, crescimento de 9,7% em relação à temporada anterior.

Subprodutos – A maior produção de cana reflete em uma elevação na fabricação do etanol. Nesta primeira estimativa, a Conab traz uma projeção de produção de 40,69 bilhões de litros. Com o mercado mais favorável ao etanol, o volume representa uma alta de 8,5% em relação à última temporada diante da maior fabricação do combustível tanto de origem da cana como de milho, e pode ser um novo recorde na série histórica da companhia.

De acordo com o levantamento, a estimativa é de se produzir 29,26 bilhões de litros de etanol oriundo de cana-de-açúcar, aumento de 7,1%. A maior parte do etanol produzido a partir da cana é hidratado, projetado em 18,29 bilhões de litros, aumento de 6,3% em relação à safra anterior. Já a fabricação de etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, é estimada em 10,97 bilhões de litros, crescimento de 8,4%.

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