Tribuna Ribeirão
Geral

Gás de cozinha tem
 aporte de R$ 330 mi

Max Gallão Mesquita
Segundo a ANP, botijão de 13 quilos (GLP-13) vendido em Ribeirão Preto custa, em média, R$ 117,59 (mínimo de R$ 109,99 e máximo de R$ 130,00) 


Uma medida provisória publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) nesta semana abre crédito extraordinário de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás de cozinha, em meio à alta dos preços provocada pelo cenário internacional.

O recurso será usado para garantir que o gás liquefeito de petróleo (GLP) importado seja vendido no Brasil pelo mesmo preço do produto nacional, evitando repasses mais elevados ao consumidor final.  A medida faz parte de um pacote anunciado no início de abril para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis.

O conflito elevou o preço do petróleo no mercado internacional, o que pressiona diretamente o custo do gás e do transporte. Na ocasião, o governo anunciou um subsídio de R$ 850 por tonelada para o produto importado. A medida busca equiparar o preço ao GLP nacional e reduzir o impacto no custo do gás de cozinha, especialmente para famílias de baixa renda.}

ANP – Segundo o mais recente levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, realizado entre 19 e 25 de abril, o botijão de 13 quilos (GLP-13) vendido em Ribeirão Preto custa, em média, R$ 117,59 (mínimo de R$ 109,99 e máximo de R$ 130,00). 

O valor está apenas 0,99% abaixo dos R$ 118,77 (piso de $ 109,99 e teto de R$ 128) da semana anterior, desconto de R$ 1,18. O valor cobrado pelo gás de cozinha em Ribeirão Preto está 2,60% acima da média nacional, de R$ 114,61, acréscimo de R$ 2,98.

Também é 0,94% superior aos R$ 116,49 do restante do estado de São Paulo, aporte de R$ 1,10. As 24 distribuidoras de gás de Ribeirão Preto vendem, em média, 3.300 unidades por dia para os comerciantes.

Compensação – Na prática, o subsídio funciona como uma compensação: o governo cobre parte do custo da importação para que distribuidoras não precisem repassar integralmente a alta ao consumidor.

Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo é proteger o orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda, que são mais afetadas por aumentos no preço do botijão.

A subvenção vale, inicialmente, para o período de 1º de abril a 31 de maio, podendo ser prorrogada por mais dois meses, dependendo da evolução dos preços no mercado internacional.

Meta fiscal – Segundo as regras atuais, créditos extraordinários estão fora do limite de gastos do arcabouço fiscal, mas estão incluídos na meta de resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública).

Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula superávit primário de R$ 34,3 bilhões (0,25% do Produto Interno Bruto), podendo variar de resultado zero (nem déficit nem superávit) a resultado positivo de R$ 68,6 bilhões (0,5% do PIB).

Importação –
O Brasil importa cerca de 20% do gás de cozinha consumido no país, o que torna o produto sensível a variações externas, como o preço do petróleo e custos logísticos. Além da guerra, o governo aponta outros fatores para a alta recente do GLP, como o encarecimento do transporte de cargas e a valorização dos preços internacionais do gás.

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