A atividade circense é reconhecida oficialmente, desde esta segunda-feira, 11 de maio, como manifestação da cultura e da arte popular em todo o território nacional. A lei nº 15.405, que prevê a medida, foi publicada na edição do Diário Oficial da União de ontem.
De acordo com o texto, o reconhecimento vale para todas as formas de expressão circense desenvolvidas no país, como malabarismo, acrobacias, equilíbrio (corda bamba, perna de pau) e palhaçaria. A norma reforça o papel histórico e cultural do circo na formação artística e na identidade cultural brasileira.
Com o reconhecimento oficial da atividade, o setor circense passa a ter maior respaldo institucional como patrimônio cultural, o que contribui para políticas públicas voltadas à valorização e à preservação dessa expressão artística tradicional.
Em 27 de março é celebrado o Dia Nacional do Circo, uma homenagem ao patrono da cadeira 29 da Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto (Alarp), o ribeirão-pretano Abelardo Pinto, o palhaço “Piolin”, que nasceu no mesmo dia de 1897 e morreu em setembro de 1973, aos 76 anos, de insuficiência cardíaca.
É considerado o grande representante do meio circense, onde destacava-se pela grande criatividade cômica, além da habilidade como ginasta e equilibrista. Riberãao Preto homenageia seu filho ilustre com a Praça Jair Ianni de Paula Eduardo – Praça Palhaço Piolin, na rua Couto Magalhães, Jardim Califórnia, em frente ao RibeirãoShopping, na Zona Sul da cidade. Abelardo Pinto “Piolin” nasceu num circo armado na rua Barão do Amazonas, no Centro de Ribeirão Preto.
Iniciou sua carreira no Circo Americano ainda criança, envolvendo-se em diferentes atividades. Filho de artistas circenses, conquistou o reconhecimento dos intelectuais da Semana da Arte Moderna, movimento artístico e literário realizado no Brasil em fevereiro de 1922, como exemplo de artista genuinamente brasileiro e popular.
Eles entendiam Piolin como uma representação do verdadeiro artista nacional, e nomes como Tarsila de Amaral e Mário de Andrade teceram elogios às apresentações do palhaço. O apreço dos modernistas por “Piolin” era tão grande que eles decidiram homenageá-lo, em 1929, por meio do evento Banquete Antropofágico.
Seu apelido, que se refere a um tipo de barbante, é devido à sua estrutura física: magro e de pernas compridas. Foi dado por um colega que zombava de seu tipo físico. A palavra “piolin” é oriunda do espanhol e significa “barbante”. Anos depois, no cinquentenário da Semana de Arte Moderna, em 1972, outra homenagem foi feita a ele. O Dia do Circo, portanto, estabeleceu-se como lembrança de um de seus grandes representantes, nascido no dia 27 de março.
Foi considerado “o maior palhaço do mundo”. Washington Luis, presidente da República a partir de 1926 e deposto pelo golpe de 1930, era um dos seus admiradores e costumava assisti-lo. Recebeu reconhecimento mundial, considerado um grande representante do meio circense, onde destacava-se pela grande criatividade cômica, além da habilidade como ginasta e equilibrista. Uma multidão se aglomerou nas alamedas do Cemitério da Quarta Parada, em São Paulo, para acompanhar seu enterro.
No começo da década de 1920, quando ainda era “Careca”, assumiu como palhaço no Circo Irmãos Queirolo no lugar de Chicharrão, que havia desistido de sua posição por não receber um aumento salarial. A partir de 1925, associou-se ao Circo Alcebíades e passou a realizar apresentações frequentes no Largo do Paissandu, em São Paulo.

