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Ribeirão pode ganhar incremento no turismo com projeto ferroviário

Região discute turismo ferroviário - Fotos Max Mesquita

Evento do SINDTUR abordou a viabilidade do turismo ferroviário na região de Ribeirão Preto

Nesta sexta-feira (15), o Sindicato de Turismo, Hospitalidade, Serviços e Mercado Imobiliário de Ribeirão Preto e Região (SINDTUR) promoveu um encontro entre Senac, Sebrae, Sesc, Observatório Econômico e de Turismo e lideranças regionais para discutir a viabilidade do turismo ferroviário na região de Ribeirão Preto. O evento foi marcado pela presença do empresário Adonai Aires de Arruda, fundador da Serra Verde Express.

Adonai Aires de Arruda, fundador da Serra Verde ExpressVereador Danilo Scochi também marcou presença no evento, convidado pelo presidente do Sindtur, Aguinaldo SilvaRepresentantes das entidades ligadas ao turismo regional, com o vice-prefeito Alessandro MaracaAdonai Aires de Arruda, fundador da Serra Verde Express, com Maraca e Edwaldo Silva

De acordo com Aguinaldo Rodrigues da Silva, presidente do SINDTUR, antes é preciso definir o que os turistas buscam em Ribeirão Preto e região, o que a macro-região pode proporcionar a essas pessoas e se elas possuem a estrutura necessária para oferecer os serviços de turismo. “O que o Observatório de Turismo, Senac, Sesc, Sebrae, Senai e SINDTUR tem que fazer é ajudar a organizar esse turismo regional e pretendemos buscar o turismo ferroviário, por isso entramos em contato com Adonai Aires de Arruda.”

Silva explicou que o conhecimento de Arruda será fundamental para trazer o turismo ferroviário para a região de Ribeirão Preto e, dessa forma, tornar tal vertente do turismo em uma nova referência regional. “Com a presença do Adonai de Arruda, das entidades ligadas ao Observatório e de representantes do governo de Ribeirão Preto, poderemos entender ainda mais sobre o turismo ferroviário, para assim podermos realmente desenvolver e alavancá-lo”, completou o presidente do SINDTUR.

Para o empresário Adonai de Arruda, o essencial do turismo é montar uma base de pontos de interesse para os turistas. “Quando você chega em um lugar, o que você quer? O que é mais importante para você? Conhecer museus? Conhecer igrejas? Conhecer arquitetura? Conhecer praias? Ter contato com o verde, com a natureza? Tudo isso está atrelado. Por exemplo, em Curitiba o trem é o ícone, é o principal atrativo, mas há toda uma estruturação de atividades, monumentos e histórias em volta que fazem o [atrativo do] trem decolar.”

Arruda acrescentou que o custo para a construção de vias de trem é um fator importante a ser considerado. De acordo com o empresário, a construção de um trecho de um quilômetro de linha de trem custa cerca de US$ 5 milhões, aproximadamente R$ 25 milhões. “Com isso, é importante que tenha algum trecho de linha de trem já existente na região, pois nesse caso há uma possibilidade de recuperação e manutenção. Se for até algum trecho que já tenha trem de carga, já existe a manutenção da via para a carga, então para tornar viável para passageiros será preciso aprimorar algumas questões.”

O empresário concluiu que, para viabilizar o turismo ferroviário em Ribeirão Preto e outras cidades da região, é fundamental que as instituições governamentais e de turismo conversem entre si para criar uma base turística bem estruturada e interconectada.

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