Tribuna Ribeirão
Economia

Mercado prevê 
IPCA em 4,92%

Mike Segar/Reuters
A mediana do relatório Focus do Banco Central para a cotação do dólar no fim de 2026 se manteve em R$ 5,20: um mês antes, era de R$ 5,30

A mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu pela décima semana consecutiva, desta vez de 4,91% para 4,92%, distanciando-se ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%, em meio às incertezas com a guerra no Oriente Médio e à disparada nos preços do petróleo no mercado internacional.

A taxa está 0,42 ponto percentual acima do teto da meta de inflação. Considerando apenas as 53 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana passou de 4,95% para 5,04%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 18 de maio, pelo Banco Central.

O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.

Conforme trajetória divulgada no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 4,6% e espera que a inflação em doze meses chegue a 3,5% no horizonte relevante, atualmente localizado em 2027.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em doze meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 segue em 4,00% pela terceira semana consecutiva. Há um mês, era de 3,99%. Considerando apenas as 52 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 3,90% para 4,00%.

A mediana para o IPCA de 2028 aumentou de 3,64% para 3,65%, depois de ter permanecido estável na divulgação anterior. A estimativa intermediária para a inflação de 2029 permanece em 3,50% pela 37ª semana consecutiva.

Selic – A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 aumentou de 13,00% para 13,25%, na primeira alta após três semanas de estabilidade e depois do Comitê de Política Monetária (Copom) ter cortado os juros de 14,75% para 14,50% em abril. Há um mês, era de 12,50%.

Considerando só as 49 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano permanece em 13,25%.A mediana vem sendo calibrada em meio à pressão inflacionária causada pela disparada dos preços do petróleo.

A mediana do Focus para a taxa Selic no fim de 2027 permanece em 11,25%. Há um mês, era de 11,00%. Considerando apenas as 47 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, aumentou de 11,25% para 11,50%. Para o fim de 2028 permanece em 10,00% pela 17ª leitura seguida. A estimativa para 2029 segue em 10,00%. Um mês antes, era de 9,88%.

PIB – A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,85% pela segunda semana seguida. Um mês antes, era de 1,86%. Considerando apenas as 43 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa recuou de 1,90% para 1,88%.

O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central. No Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta de 1,6% para o PIB em 2026. O Ministério da Fazenda espera alta de 2,33% para o PIB.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 oscilou de 1,76% para 1,77%. Considerando só as 31 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,73% para 1,80%. As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 114ª e 61ª semana seguida, respectivamente.

Dólar – A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 se manteve em R$ 5,20. Um mês antes, era de R$ 5,30. Considerando apenas as 39 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária passou de R$ 5,19 para R$ 5,10.

A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,27. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,35. A projeção para o fim de 2028 oscilou de R$ 5,35 para R$ 5,34, na terceira baixa seguida. A estimativa para 2029 permaneceu em R$ 5,40 pela segunda semana consecutiva. A moeda americana fechou 2025 cotada em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real.

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