Tribuna Ribeirão
Esportes

Técnico do Botafogo admite autoquestionamento em meio a maior jejum da carreira

Raul Ramos Tencati vive sua décima edição de Série B do Brasileiro

Claudio Tencati jamais ficou tantos jogos sem vencer na Série B

Por Hugo Luque

Claudio Tencati vive, oficialmente, seu maior jejum de vitórias na carreira pela Série B do Campeonato Brasileiro. São sete jogos sem triunfo do Botafogo, que despencou da liderança para a zona de rebaixamento no período. Por conta disso, o técnico já admite questionar o resultado de seu próprio trabalho.

Em sua décima edição de segunda divisão nacional, o profissional de 53 anos chegou pela primeira vez à marca sequencial de sete rodadas sem levar a melhor. Antes, o recorde negativo era de seis jogos, em 2019, com Vitória e Londrina, e em 2021, à frente do Brasil de Pelotas-RS.

Embora viva seu pior momento no comando do Pantera, Tencati confia que o suporte do elenco pode mudar o panorama. Afinal, são muitos anos de experiência na Série B, com 94 vitórias, 69 empates e 81 derrotas em 244 partidas na divisão.

“Nós vivemos de resultado. O treinador brasileiro tem esse processo. Não é só trabalho. Eu frisei que fizemos um bom jogo, mas perdemos esse jogo. O bom jogo é obrigação. O jogar bem, jogar regular e estar bem posicionado é obrigação. Eu tenho um DNA de gostar de vencer, de ser vencedor. A gente até abdicou de outros processos para permanecer no Botafogo pensando nesse projeto sólido. Tem de haver uma mobilização. Eu tenho uma resiliência, mas é óbvio que você começa a questionar se o trabalho está andando ou não. Eu tenho convicção do que posso fazer, agora eu preciso do batalhão de choque que é formado pelos atletas, e eles têm de se mobilizar junto”, disse após a derrota por 1 a 0 para o Goiás, no fim de semana, fora de casa.

Se a experiência à beira do campo permanece à disposição do Tricolor, dentro das quatro linhas a história é diferente. Titulares e peças importantes, os veteranos Victor Souza e Hygor, de 33 anos, além do capitão Ericson, de 27, têm sido baixas por problemas físicos – o último passou por cirurgia no joelho e não atua desde o Campeonato Paulista, em fevereiro. Para o duelo com o Athletic-MG, na próxima rodada, Tencati espera voltar a contar com pelo menos alguns desses atletas para iniciar a reação botafoguense.

“Um dos pontos que eu entendo é que a grande experiência dos jogadores está fora. A maioria vai estar à disposição para o próximo jogo, acredito. Quando tivermos todo esse elemento na mão, isso modifica. Os atletas têm de dividir a responsabilidade com o treinador. Temos de fazer isso para buscarmos a vitória contra o Athletic. É não transformar isso num buraco que a gente não consiga sair, mas entender que é possível buscar a vitória. Tem um caminho, mas precisa da mobilização geral e não deixar questões de incômodo fazerem a gente se perder no processo. Não pode perder a esperança, a confiança e a autoestima do que a gente sabe fazer, que é futebol. Já vi isso várias vezes, já venci e já perdi”, pontuou.

Botafogo e Athletic se enfrentam na segunda-feira, às 19h, no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet. O Pantera é o 17º colocado com nove pontos, enquanto o time mineiro vem dois pontos acima, na 14ª posição.

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