Atacante marcou tentos que encerraram jejum do Pantera na Série B
Por Hugo Luque
Protagonista da partida que encerrou o jejum de vitórias do Botafogo, no último domingo (14), Hygor destacou o alívio sentido após marcar os dois gols da vitória da equipe sobre o Operário-PR, por 2 a 1, em casa, pela Série B do Campeonato Brasileiro.
O Pantera saiu atrás no marcador, na reta final do primeiro tempo, e caminhava para mais um tropeço. Contudo, Hygor, com duas cabeçadas precisas, encerrou a “seca” de dez rodadas sem vencer e se emocionou.
“No momento que fiz o segundo gol, a emoção foi de alívio. Não só por mim, mas pelo contexto geral, pelos meus companheiros e todos do clube. Por mais que a gente esteja acostumado a vivenciar pressão no futebol, embora não seja normal ficar dez jogos sem vencer num clube como o Botafogo, porque não pode, acaba gerando uma ira no torcedor. Nas redes sociais, por mais que a gente tente não acompanhar, nós somos seres humanos e temos sentimentos. De alguma forma, a gente sente, mas também entende a ira do torcedor. Quero que todos possamos nos unir para que o time ganhe força e para que a gente possa voltar a brilhar na parte de cima da tabela, que é o nosso grande objetivo”, afirmou.
Um dos principais alvos da ira mencionada por Hygor durante a crise foi o jovem atacante Luizão, de 23 anos. O jogador foi contratado nesta temporada para compor o setor ofensivo, mas não tem correspondido.
A situação piorou quando ele discutiu com torcedores, entre os quais estava um menor de idade. Além disso, segundo informação do PanteraCast, o atleta também teria sido flagrado em uma casa noturna de Ribeirão Preto enquanto a delegação estava em Goiânia (GO) para o jogo contra o Vila Nova, há uma semana e meia.
Luizão não é relacionado desde a derrota do Tricolor para o Goiás, em 16 de maio, quando disputou 45 minutos do duelo, e tem feito trabalhos separados. Experiente, Hygor afirma que o grupo tem oferecido suporte ao companheiro.
“O Luizão está bem. A gente tem dado todo o apoio e respaldo para ele neste momento. As críticas em cima dele estão um pouco duras, só que ele também tem consciência que é um menino, tem muito a aprender. Acredito que são nestes momentos que você tem de aprender. É aquilo que todo mundo fala: nem tudo é por amor e, às vezes, é por dor. Ele vem pagando pelo que ocorreu e tem consciência disso. Ele está trabalhando forte e o que a gente está passando para ele no dia a dia é que agora é hora de trabalhar, escutar as críticas, ficar calado e se dedicar. Ele tem feito isso e tem trabalhado mais para que, quando a oportunidade vier e ele entrar em campo, possa corresponder”, disse.
“A gente sabe que ele vem contratado para nos ajudar e não para fazer o que ele vem fazendo. É um menino muito bom, de coração puro, e tenho certeza que vai voltar a performar e nos ajudar muito. Ele reconhece os erros. Somos todos homens. Só muda a idade, mas somos todos homens, com responsabilidade. Ele é um menino que ouve e a gente tem dado força, tem buscado trazê-lo de volta conosco. Ele está um pouco cabisbaixo, chateado, o que é normal, porque todo jogador quer jogar. Essa fase vai passar e ele vai voltar a performar”, completou Hygor.
O Botafogo volta a campo neste sábado, às 19h, no Estádio Presidente Vargas, contra o Ceará. A equipe ribeirão-pretana ocupa a 16ª posição na Série B com 13 pontos, dois acima da zona de rebaixamento.

