Tribuna Ribeirão
Polícia

Polícia mira grupo que desbloqueava celulares para criminosos

Organização oferecia serviços para todas as regiões do Estado de São Paulo e para outros estados brasileiros

Equipamentos apreendidos em diversos bairros de Ribeirão Preto durante Operação Reset (Foto: Alfredo Risk)

| Por: Alfredo Risk e Adalberto Luque |

Três homens foram detidos, na manhã desta quinta-feira (18), suspeitos de integrarem uma organização que oferecia serviços para desbloquear celulares ilícitos para criminosos responsáveis pelo furto, roubo e receptação. Para combater este grupo, a Polícia Civil realizou a Operação Reset, em diversos bairros de Ribeirão Preto.

Segundo o delegado Fernando Teixeira Bravo, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos endereços de sete investigados. Bravo informou que, dessas sete pessoas investigadas, três já tiveram participação confirmada e outros quatro seguem sendo averiguados.

O grupo oferecia os serviços de desbloqueio do número de Imei, que seria uma espécie de RG do celular. Quando o aparelho é roubado, o dono comunica o número Imei e, imediatamente, o aparelho e bloqueado, não podendo mais fazer ou receber chamadas.

Segundo Bravo, grupo oferecia serviços de desbloqueio do número de imei para ladrões e receptadores de celulares (Foto: Alfredo Risk)

Bravo adiantou que o grupo teria aliciado um funcionário de uma empresa de telefonia que fazia falsos procedimentos para desbloquear o aparelho. Desta forma, o celular voltava ao mercado, vendido por um preço bem abaixo do praticado de forma lícita.

A DEIC detectou boletins de ocorrência sobre a atuação do grupo em todas as regiões do Estado de São Paulo e indícios da participação do grupo em outros estados. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos um computador e sete telefones celulares. O material será periciado para avançar nas investigações.

Dos sete investigados, três foram levados para a sede da DEIC, no Centro de Ribeirão Preto. “Neste momento, não estão sendo presos. O que não impede, no decorrer das investigações, que sejam adotadas medidas cautelares”, acrescentou Bravo. Os nomes dos investigados não foram revelados.

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