Tribuna Ribeirão
Economia

Poupança tem saída 
líquida de R$ 237 mi


Macello Casal Jr./Ag.Br.
A caderneta de poupança teve saída líquida de R$ 237,549 milhões em junho

A caderneta de poupança teve saída líquida de R$ 237,549 milhões em junho, informou o Banco Central nesta quarta-feira, 8 de julho. Os depósitos somaram R$ 378,065 bilhões, e as retiradas, R$ 378,302 bilhões. Considerando o rendimento de R$ 6,357 bilhões, o saldo da modalidade atingiu R$ 1.021 trilhões.

No acumulado do ano, a caderneta de poupança tem saque líquido de R$ 39,356 bilhões, com R$ 2.136 trilhões em depósitos e R$ 2 176 trilhões em retiradas. O rendimento em 2026, de janeiro a junho, é de R$ 37,759 bilhões.

A caderneta de poupança teve entrada líquida de R$ 2,604 bilhões em maio, com depósitos que somaram R$ 368,395 bilhões e retiradas de R$ 365,791 bilhões. Registrou saída líquida de R$ 476,445 milhões em abril e de R$ 11,118 bilhões em março, de R$ 6,616 bilhões em fevereiro e de R$ 23,512 bilhões em janeiro.

O déficit em 2025 foi de R$ 85,568 bilhões em 2025, segundo o Banco Central.  O resultado se tornou o terceiro mais negativo da série histórica, atrás somente de 2023, quando o resultado foi negativo em R$ 87,819 bilhões, e 2022, quando o saque líquido superou R$ 103 bilhões.

Com o resultado, o ano passado foi o quinto consecutivo de saída líquida. O último fechamento positivo ocorreu em 2020, quando os depósitos superaram as retiradas em R$ 166,310 bilhões, em meio às incertezas causadas pela pandemia de covid-19.

Em 2025, poupadores depositaram R$ 4,272 trilhões na caderneta de poupança, enquanto as retiradas somaram R$ 4,358 trilhões. O rendimento no ano foi de R$ 75,858 bilhões e o saldo da modalidade atingiu R$ 1,022 trilhões.

Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.

Na última reunião, no mês de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC fez um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, pela terceira vez, para 14,25% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A inflação oficial fechou maio em 0,58%. O IPCA acumulado em doze meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 0,22 ponto percentual acima da meta de inflação. Chegou a 3,20% em cinco meses. A inflação de junho será divulgada na próxima sexta-feira (10) E.

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