| Por: Adalberto Luque |
Uma mulher de 45 anos sobreviveu a uma tentativa de feminicídio na noite de domingo (2), em Serrana, após se fingir de morta durante as agressões sofridas do ex-companheiro. O caso é investigado pela Polícia Civil, que trabalha para ouvir o suspeito.
Segundo as investigações, o casal manteve um relacionamento por um ano e três meses e estava separado há algum tempo. Os dois se encontraram durante a Cavalgada de Serrana e, em determinado momento, o homem chamou a mulher para uma conversa em um local mais reservado.
De acordo com o relato da vítima, ela afirmou que não pretendia reatar o relacionamento. A partir daí, o suspeito teria iniciado uma série de agressões motivadas por ciúmes.
Conforme o boletim de ocorrência, a mulher foi puxada pelos cabelos, derrubada, enforcada e agredida com chutes. Em seguida, foi colocada no porta-malas do próprio carro e ameaçada de morte. Ainda segundo o relato, o agressor tentou fechar a tampa do compartimento diversas vezes sobre as pernas da vítima e, ao perceber que ela continuava viva, voltou a atacá-la.
A mulher informou que fingiu estar morta para interromper as agressões. Depois a vítima informou ter dado uma forte mordida no dedo do ex. Conseguiu convencer o suspeito a levá-lo até uma unidade de pronto atendimento, alegando que poderia ajudá-lo após ele ter sido mordido durante a luta corporal.
Durante o trajeto, ela recuperou o telefone celular, enviou a localização a uma familiar e avisou que havia sido vítima de uma tentativa de homicídio. Ao chegar à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Serrana, saiu correndo do veículo e pediu ajuda. O suspeito ainda tentou alcançá-la, mas deixou o local antes da chegada da equipe de segurança.
A vítima sofreu lesões no pescoço compatíveis com esganadura, ferimentos na cabeça, mordidas nas mãos e outras lesões pelo corpo. Ela foi submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
O delegado de Polícia de Serrana, Marcelo Mello Garcia De Lima, informou que o caso foi registrado como tentativa de feminicídio. Ele afirmou que está ouvindo testemunhas que estavam na cavalgada e também pessoas que presenciaram os fatos na UPA de Serrana. O objetivo é esclarecer toda a dinâmica do crime e concluir o inquérito o mais rapidamente possível.
O homem não foi preso. O delegado também informou que pretende ouvir o ex-companheiro da vítima o quanto antes e não descarta representar à Justiça pela decretação da prisão preventiva do suspeito, conforme o andamento das investigações.

