Feres Sabino *
feressabino.com.br
A convenção do PL, Partido Liberal, que tem como candidato Flávio Bolsonaro, e o rosário de ilegalidades e de violência ética das quais é lidimo portador, como lidimo representante da extrema direita cabocla, ficou deslocada de sua finalidade, porque trouxe como apoiadores estrangeiros duas figuras abomináveis, Benjamim Netanyahu, o genocida de Israel, o Presidente esdrúxulo da Argentina, Javier Milei, que recebeu do governador Tarcísio a máxima comenda do Estado de São Paulo “ORDEM DO IPIRANGA”.
A concessão dessa homenagem para tal figura é uma maneira pública de apodrecer o sentido meritório com que o Estado de São Paulo se orgulhava antes, quando normal o merecimento da concessão. Mas desta vez essa homenagem deveria estar e ficar para sempre no subterrâneo da vergonha nacional.
Milei, que veio sem a vestimenta governamental, foi um autentica ícone da extrema direita da estupidez, tal como age a extrema direita nacional, com o xingatório que viola as normas da ética e do direito, com a mesma facilidade com que todos da mesma posição ideológica fazem em relação ao direito internacional, às resoluções da ONU e as resoluções do Conselho de Segurança, tal como fez e o faz o genocida de Israel.
Esse argentino, que veio sem vestimenta governamental, tem uma história incomum, que revela sua estranha inspiração ligada à divindade canina, que ocupa o lugar da mulher e dos filhos de um casamento que nunca aconteceu.
Na campanha eleitoral de 2023, sua confissão de que se aconselha com seus cães, talvez tenha conquista adeptos por seu exotismo, aconselhar-se com cães…
Essa descoberta, entre ele e a linguagem canina, revelou-se depois que o cão foi adotado, ainda filhote, um mastins inglês, como membro da família, em 2004. O animal recebeu o nome de Conan, como homenagem ao personagem principal do filme Conan, o Bárbaro, de 1982. O animal morreu em 2017, com um câncer na coluna vertebral.
Milei, confessa querer “abordar a eternidade” e contratou um laboratório norte-americano, por cinquenta mil dólares, para clonar a figura de seu Conan, “conselheiro canino”, que resultou em seis filhotes, uns receberam até o nome de ilustres economistas.
Não é possível compreender a estupidez canina da manifestação do governante argentino na Convenção do Bolsonaro, contra o Presidente do Brasil e o Ministro do Supremo Tribunal Federal, ignorando essa confessada ligação do próprio com o canil da divindade canina.
Outra aparição maligna veio por via digital. Era o de Benjamin Netanyahu, o genocida, que precisa de uma e de todas as guerras, para não ser preso por corrupção, sendo que para isso até arrastou os Estados Unidos para uma guerra absurda, tão absurda que Trump confundiu até o Irã com a Venezuela.
Esse genocida, cuja valentia aérea mata mulheres e crianças a granel, cientistas e comandantes militares, atualmente parece assistir de camarote a devastação da guerra que ela provocou e da qual se julga beneficiário, enganadamente.
* Procurador-geral do Estado no governo de André Franco Montoro e membro da Academia Ribeirãopretana de Letras

