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Terremoto mata 111
pessoas na Colômbia

Reuters
Número de mortes pode aumentar: epicentro foi em San José del Palmar, comunidade de 4.800 pessoas na região de Chocó, a 400 km de Bogotá


O terremoto registrado na Colômbia nesta segunda-feira, 10 de agosto, também foi sentido em localidades de Manaus, no Amazonas. Conforme a Defesa Civil, o Edifício Palácio do Comércio, no centro, precisou ser esvaziado por questões de segurança.

Segundo o órgão, as inspeções estruturais se concentram principalmente nos bairros Adrianópolis, Aleixo e centro. Edifícios residenciais também foram esvaziados, por medidas preventivas. O forte terremoto de magnitude 7,4 graus na escala Richter, que abalou a Colômbia nesta segunda-feira, foi sentido com intensidade em grandes cidades como Bogotá e Cali.

O recém-empossado presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou estado de emergência para agilizar a liberação de recursos para a recuperação pós-terremoto e anunciou que visitaria a área do desastre, San José del Palmar. “Você não está sozinho. O Estado está presente e tomando medidas”, disse ele, citando que já são 111 mortos.

O número pode aumentar. O epicentro foi em San José del Palmar, uma comunidade de cerca de 4.800 pessoas na região de Chocó, a aproximadamente 400 quilômetros (250 milhas) a oeste de Bogotá, informaram o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e seu equivalente colombiano.

O USGS disse que o tremor ocorreu a uma profundidade de 107 quilômetros (66 milhas). Seis aeroportos foram danificados e tiveram que suspender as operações por conta dos estragos. Localizados no oeste do país, eles atendem as cidades de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura.

Em Manizales, cidade situada nas montanhas produtoras de café da Colômbia, uma das torres da catedral neogótica desabou sobre a nave. Jorge Eduardo Rojas, prefeito de Manizales, afirmou que duas pessoas morreram na cidade “por causa do terremoto” e pediu aos moradores que permanecessem ao ar livre em caso de tremores secundários.

A governadora de Chocó, Núbia Córdoba, afirmou nas redes sociais que “há feridos e danos graves em edifícios” na capital regional, Quibdó, uma cidade com cerca de 130 mil habitantes. Ela não forneceu mais detalhes. Imagens divulgadas por meios de comunicação locais mostraram casas e pequenos edifícios desabando nas cidades de Pereira, Cali e Quibdo.

Em Cali, cidade com dois milhões de habitantes, o prefeito Alejandro Eder afirmou que moradores ficaram presos em pelo menos 20 prédios que desabaram. “Neste momento, temos pelo menos 20 estruturas desabadas em Cali com pessoas presas. Solicitei apoio dos prefeitos de Bogotá e Medellín para o envio de equipes de resgate”, disse Alejandro Eder, prefeito de Cali.

Inicialmente, o Serviço Geológico Colombiano havia informado que o tremor teve magnitude de 6,6, mas posteriormente o índice foi revisado para 7,4. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) também informou magnitude de 7,4. Foi o segundo grande terremoto neste ano na América do Sul. Em 5 de julho, dois potentes tremores, de magnitudes 7.2 e 7.5 graus na escala Richter, causaram mais de 6.300 mortes na Venezuela.

O governo brasileiro ofereceu ajuda ao governo da Colômbia. Em nota, o Itamaraty comunicou sobre a intenção de colaborar nas atividades de resposta ao desastre e informou não ter recebido notificação, até o início desta tarde, a respeito de brasileiros entre as vítimas.

“O Brasil acompanha, com atenção, os esforços de busca e de assistência às populações afetadas e manifesta sua disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência”, disse o Ministério das Relações Exteriores.

O governo manifestou ainda “profundo pesar” pelas perdas humanas e materiais: “O Brasil manifesta solidariedade ao governo e ao povo colombianos e faz votos de plena recuperação aos feridos”. Por meio de sua conta no X, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que recebeu a notícia do terremoto com preocupação.

“Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, disse.

O governo de São Paulo também colocou sua estrutura à disposição das autoridades colombianas para prestar apoio, caso haja solicitação oficial, após o terremoto registrado no país nesta segunda-feira. A medida prevê a possibilidade de mobilização de equipes e profissionais especializados para contribuir com uma eventual operação de apoio humanitário à população da Colômbia.

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