Serviços seguem em diferentes regiões, com atuação em praças, parques, vias e bairros atingidos pelo temporal
A prefeitura de Ribeirão Preto já recolheu 2.430 caminhões de resíduos e massa verde desde o temporal de 24 de julho. O trabalho de limpeza, realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Zeladoria, segue em diferentes regiões da cidade, com equipes concentradas na retirada de árvores, galhos e outros resíduos deixados pelas rajadas de vento entre 120 e 160 quilômetros por hora (km).
O volume recolhido entre 24 de julho e 10 de agosto representa mais do que a média mensal de aproximadamente dois mil caminhões. Os materiais são encaminhados para a área verde do Transbordo Municipal, conhecida como Pica Galho, onde é processado e transformado em cavaco, utilizado principalmente em ações de plantio.
“Já são 19 dias de trabalho intensivo para garantir a limpeza da cidade. O número de árvores, galhos e outros resíduos é alto, e seguimos realizando a retirada e a manutenção desses pontos”, diz o secretário de Infraestrutura e Zeladoria, Julio Caliento.
“ Estamos trabalhando nos locais com maior fluxo de pessoas e mais atingidos, como a Praça Camões e o Parque Maurílio Biagi, mas os serviços seguirão em toda a cidade até que todos os locais estejam normalizados”, afirma. Cinco parques estão liberados para visitação: Parque das Artes, Parque Olhos D’Água, Parque Luis Carlos Raya, Parque Prefeito Luiz Roberto Jábali (Curupira) e Parque Primavera.
Nesta semana, as equipes estão concentradas em pontos da região Central, como as praças Camões e da Bandeira, além do Parque Maurílio Biagi, onde os serviços de limpeza e manutenção começaram no dia 6 já alcançaram aproximadamente 30% da área. No Parque Tom Jobim, na região Norte, até domingo (9) os trabalhos nem haviam começado.
Nesta terça-feira (11), as equipes estavam nos bairros Jardim Paiva, Jardim Paulistano e Planalto Verde com serviços de poda, corte e retirada de árvores e galhos, além do recolhimento de massa verde. O cronograma seguirá priorizando os pontos mais atingidos e aqueles com maior circulação de pessoas, incluindo áreas públicas, praças, parques e vias de diferentes regiões do município.
Paralelamente às frentes de trabalho voltadas aos impactos do vendaval, a Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria mantém os serviços regulares de limpeza, conservação e manutenção da cidade, com atendimento de demandas programadas e emergenciais.
Vendaval/temporal – A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, contabilizou, até o momento, a queda de mais de 1.500 árvores em decorrência do temporal que atingiu a cidade no último dia 24 de julho. O número é preliminar e faz parte do inventário técnico que está sendo realizado pelas equipes da secretaria para avaliar os impactos provocados pelo vendaval.
O temporal registrou rajadas de vento entre 120 km/h e 160 km/h e 21 milímetros de chuva em cerca de 20 minutos, provocando danos em todas as regiões da cidade. O evento resultou em duas vítimas fatais, 22 pessoas feridas, doze desabrigados e aproximadamente 1.800 desalojados.
Cerca de 285 mil unidades consumidoras da CPFL Paulista ficaram sem energia, 96 poços da Secretaria de Água e Esgoto (Saerp) tiveram o funcionamento comprometido, 40 escolas municipais sofreram danos e 48 unidades de atenção primária precisaram suspender temporariamente os atendimentos.
O vendaval derrubou mais de 250 postes de iluminação pública e distribuição de energia elétrica e 54 torres de transmissão. Levantamento técnico estima que serão necessários R$ 21.152.854,10 apenas para custear as ações de zeladoria na cidade.

