Porém, foi o 11º mês seguido com inflação; taxa é a mais baixa para julho desde 2022, quando fechou em queda de 0,68%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de alta de 0,16% em junho para elevação de 0,07% em julho, queda de 0,09 ponto percentual, 11º mês seguido de inflação e a taxa mais baixa desde agosto do ano passado, quando houve a deflação de 0,11%. O avanço foi puxado pelos preços dos grupos Habitação, Transportes e Saúde e cuidados pessoais.
Considerando apenas meses de julho, a taxa foi a menor desde 2022 quando fechou em queda de 0,68%. A atual é 0,61 p.p. superior. No sétimo mês de 2025, a taxa tinha sido de 0,26%. Em 2026 está 0,19 ponto percentual abaixo. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 11 de agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fechou maio em 0,58%, abril em 0,67%, março em alta de 0,88%, fevereiro em 0,70% e janeiro de 2026 e dezembro de 2025 em elevação de 0,33%. Foi de 0,18% em novembro e de 0,09% em outubro, após registrar deflação de 0,11% em agosto e aumentos de 0,26% em julho, 0,24% em junho, 0,43% em abril e 0,16% em janeiro de 2025.
O IPCA encerrou o ano passado com alta de 4,26%, segundo o IBGE, 0,24 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. A inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos. O centro é de 3,00%.
O acumulado em doze meses voltou a desacelerar, de 4,64% até junho para 4,44% até o mês passado, 0,20 ponto percentual inferior e 0,06 p.p. abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. O centro da meta é de 3,0. Estava em 4,44% até janeiro, 3,81% até fevereiro, 4,14% até março, 4,39% até abril e 4,72% até maio. Era de 5,23% no mesmo período de 2025, corte de 0,79 p.p. em 2026.
A taxa acumulada pela inflação no primeiro semestre está em 3,44%, alta de 0,08 ponto percentual em relação aos 3,36% até junho. Era de 3,20% até maio, 2,60% até abril, de 1,92% de janeiro a março e de 1,03% no primeiro bimestre. Nos primeiros 212 dias do ano passado estava em 3,26%, uma diferença de 0,18 p.p. em relação ao IPCA de 2026, segundo o IBGE.
Grupos – Seis dos nove grupos que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registraram inflação em julho – em sete os preços caíram –, segundo o IBGE, mas a queda em Alimentação e bebidas pesou para a desaceleração. Passou de recuo de 0,24% em junho para deflação de 0,67%, impacto de -0,14 ponto percentual sobre o IPCA do mês.
Educação saiu de baixa de 0,02% em junho para -0,03% no mês passado, sem impacto. Vestuário caiu de alta de 0,17% para deflação de 0,66% (impacto negativo de 0,03 p.p. para o IPCA do mês). Os preços dispararam em Habitação, de aumento de 0,63% para 0,99% em julho (contribuição de 0,15 p.p., maior peso para a inflação de 0,07%).
O grupo Transportes desacelerou de alta de 0,17% para 0,05%, contribuição para o IPCA do de 0,01 p.p.. Saúde e cuidados pessoais acelerou de alta de 0,23% para 0,40%, impacto de 0,06 ponto percentual. Em Artigos de residência, passou de 0,23% para 0,07% (sem impacto). Completam a lista Comunicação (de 0,19% para 0,04%, sem impacto) e Despesas pessoais (passou de 0,25% para 0,22%, impacto de 0,02 ponto).
Itens – Em julho, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,67%. A alimentação no domicílio caiu 1,14%, ante baixa de 0,39% em junho, com influência das quedas do tomate (-29,09%, principal impacto negativo, de -0,10 p.p. no resultado do mês), batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%).
No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%).
A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.
O grupo Habitação acelerou para 0,99% vem julho com elevação no subitem energia elétrica residencial, que saiu de alta de 1,53% para 3,08%, figurando como o principal impacto individual no resultado do mês (0,13 p.p.). Foi mantida a vigência da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh).
A variação do grupo Transportes (0,17%) reflete, além da alta de 11,67% das passagens aéreas (após elevação de 7,12% em junho), o recuo de 1,44% nos combustíveis, após baixa de 0,48% no mês anterior. Todos fecharam julho em queda: etanol (de -3,09% em junho para -2,26% em julho), óleo diesel (de -1,19% para -1,22%), gás veicular (de -0,19% para -0,08%) e gasolina (de alta de -0,12% para -1,37%).
Em Saúde e cuidados pessoais (0,23%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (de alta de 0,34% em junho para 0,64% em julho), com destaque para o subitem perfume (de 1,12% para 1,04%) e o plano de saúde, cuja variação de 0,34% para 0,42% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados após a lei nº 9.656/98, com percentual de 5,11%, vigente desde maio de 2026.
INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos doze meses, abaixo dos 4,33% dos doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a taxa foi de 0,21%.
Produtos alimentícios saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,28% em junho para 0,23% em julho. O INPC Mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

