Tribuna Ribeirão
Economia

Inflação cai para 0,07% em julho

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Em julho, preços do tomate (-29,09%) e da batata-inglesa (-19,59%) recuaram, mas passagem aérea (11,67%) e energia elétrica (3,08%) impediram deflação

Porém, foi o 11º mês seguido com inflação; taxa é a mais baixa para julho desde 2022, quando fechou em queda de 0,68%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de alta de 0,16% em junho para elevação de 0,07% em julho, queda de 0,09 ponto percentual, 11º mês seguido de inflação e a taxa mais baixa desde agosto do ano passado, quando houve a deflação de 0,11%. O avanço foi puxado pelos preços dos grupos Habitação, Transportes e Saúde e cuidados pessoais.

Considerando apenas meses de julho, a taxa foi a menor desde 2022 quando fechou em queda de 0,68%. A atual é 0,61 p.p. superior. No sétimo mês de 2025, a taxa tinha sido de 0,26%. Em 2026 está 0,19 ponto percentual abaixo. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 11 de agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fechou maio em 0,58%, abril em 0,67%, março em alta de 0,88%, fevereiro em 0,70% e janeiro de 2026 e dezembro de 2025 em elevação de 0,33%. Foi de 0,18% em novembro e de 0,09% em outubro, após registrar deflação de 0,11% em agosto e aumentos de 0,26% em julho, 0,24% em junho, 0,43% em abril e 0,16% em janeiro de 2025.

O IPCA encerrou o ano passado com alta de 4,26%, segundo o IBGE, 0,24 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. A inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos. O centro é de 3,00%.

O acumulado em doze meses voltou a desacelerar, de 4,64% até junho para 4,44% até o mês passado, 0,20 ponto percentual inferior e 0,06 p.p. abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. O centro da meta é de 3,0. Estava em 4,44% até janeiro, 3,81% até fevereiro, 4,14% até março, 4,39% até abril e 4,72% até maio. Era de 5,23% no mesmo período de 2025, corte de 0,79 p.p. em 2026.

A taxa acumulada pela inflação no primeiro semestre está em 3,44%, alta de 0,08 ponto percentual em relação aos 3,36% até junho. Era de 3,20% até maio, 2,60% até abril, de 1,92% de janeiro a março e de 1,03% no primeiro bimestre. Nos primeiros 212 dias do ano passado estava em 3,26%, uma diferença de 0,18 p.p. em relação ao IPCA de 2026, segundo o IBGE.

Grupos – Seis dos nove grupos que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registraram inflação em julho – em sete os preços caíram –, segundo o IBGE, mas a queda em Alimentação e bebidas pesou para a desaceleração. Passou de recuo de 0,24% em junho para deflação de 0,67%, impacto de -0,14 ponto percentual sobre o IPCA do mês.

Educação saiu de baixa de 0,02% em junho para -0,03% no mês passado, sem impacto. Vestuário caiu de alta de 0,17% para deflação de 0,66% (impacto negativo de 0,03 p.p. para o IPCA do mês). Os preços dispararam em Habitação, de aumento de 0,63% para 0,99% em julho (contribuição de 0,15 p.p., maior peso para a inflação de 0,07%).

O grupo Transportes desacelerou de alta de 0,17% para 0,05%, contribuição para o IPCA do de 0,01 p.p.. Saúde e cuidados pessoais acelerou de alta de 0,23% para 0,40%, impacto de 0,06 ponto percentual. Em Artigos de residência, passou de 0,23% para 0,07% (sem impacto). Completam a lista Comunicação (de 0,19% para 0,04%, sem impacto) e Despesas pessoais (passou de 0,25% para 0,22%, impacto de 0,02 ponto).

Itens – Em julho, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,67%. A alimentação no domicílio caiu 1,14%, ante baixa de 0,39% em junho, com influência das quedas do tomate (-29,09%, principal impacto negativo, de -0,10 p.p. no resultado do mês), batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%).

No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%).
A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.

O grupo Habitação acelerou para 0,99% vem julho com elevação no subitem energia elétrica residencial, que saiu de alta de 1,53% para 3,08%, figurando como o principal impacto individual no resultado do mês (0,13 p.p.). Foi mantida a vigência da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh).

A variação do grupo Transportes (0,17%) reflete, além da alta de 11,67% das passagens aéreas (após elevação de 7,12% em junho), o recuo de 1,44% nos combustíveis, após baixa de 0,48% no mês anterior. Todos fecharam julho em queda: etanol (de -3,09% em junho para -2,26% em julho), óleo diesel (de -1,19% para -1,22%), gás veicular (de -0,19% para -0,08%) e gasolina (de alta de -0,12% para -1,37%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,23%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (de alta de 0,34% em junho para 0,64% em julho), com destaque para o subitem perfume (de 1,12% para 1,04%) e o plano de saúde, cuja variação de 0,34% para 0,42% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados após a lei nº 9.656/98, com percentual de 5,11%, vigente desde maio de 2026.

INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos doze meses, abaixo dos 4,33% dos doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a taxa foi de 0,21%.

Produtos alimentícios saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,28% em junho para 0,23% em julho. O INPC Mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Ministro do Empreendedorismo confirma presença no 1º Fórum Nacional da Transparência, em São Paulo

Eduardo Ferrari

Minerais críticos e estratégicos empregam 129 mil pessoas no Brasil

Redacao 5

Empresas de três regiões terão aporte de R$ 450 milhões para inovação

William Teodoro

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade