Porém, exportações da região recuaram 14,4% na comparação com o mesmo período de 2025
A balança comercial da região de Ribeirão Preto registrou superávit de US$ 1,17 bilhão de janeiro a julho, revela levantamento do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), baseado em dados das regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)
As exportações da região de Ribeirão Preto totalizaram US$ 1,71 bilhão de janeiro a julho de 2026, decréscimo de 14,4% na comparação com o mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 534,5 milhões, crescimento de 20,8% frente ao mesmo período do ano passado. Houve superávit de US$ 1,17 bilhão.
Os principais itens exportados foram resíduos e desperdícios das indústrias alimentares (12,8%), carnes e miudezas, comestíveis (12,1%) e preparações de produtos hortícolas (12%). As importações concentraram-se em combustíveis minerais (40,2%), máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (11%) e plásticos e suas obras (6,7%).
No período analisado, os principais destinos das exportações das 37 cidades da região de Ribeirão Preto foram China (13,8%), Estados Unidos (11,9%) e Países Baixos (Holanda) (6,5%). As compras da regional tiveram como principais origens Rússia (40%), China (19,7%) e Estados Unidos (8,9%).
No primeiro semestre do ano passado – não há dados de janeiro a julho –, segundo a mesma base de dados, as exportações da região de Ribeirão Preto somaram US$ 1,59 bilhão (-2,6% na comparação interanual) e importações de US$ 384,1 milhões (+68,6%).
O superávit do o período foi de US$ 1,2 bilhão, US$ 170 milhões a menos que os US$ 1,37 bilhão do mesmo período do ano passado, queda de 12,41%. De janeiro a junho de 2024, segundo o Ciesp, as importações somaram US$ 227,9 milhões e as exportações, US$ 1,6 bilhão.
Os principais produtos exportados foram preparações de produtos hortícolas (20%), açúcares e produtos de confeitaria (17,5%) e resíduos e desperdícios das indústrias alimentares (11,6%). As importações se concentraram em combustíveis minerais (29,5%), máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (13,7%) e plásticos e suas obras (7,3%).
Os destinos mais relevantes das exportações das 37 cidades da região de Rbeirão Preto em seis meses de 2025 foram os Estados Unidos (17,6%), China (9,4%) e Bélgica (8,7%). As compras tiveram como origens destacadas a Rússia (29,9%), China (24,1%) e EUA (8,1%), de acordo com os dados divulgados pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo .
Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Fiesp, salienta que “a indústria, cujo avanço e fortalecimento temos defendido perante o governo, pode contribuir de modo cada vez mais significativo para ampliação das vendas internacionais, tanto em volume quanto pelo fato de incluir produtos de alto valor agregado na pauta de exportações”.
Ele lembra, também, que o Ciesp presta assessoria na área do comércio exterior às empresas associadas. Para isso, basta entrar em contato com a Diretoria Regional ou com a Central de Atendimento, pelo telefone (11) 3549-3232 ou e-mail: [email protected].
Estado de São Paulo – No período de janeiro a julho de 2026, o Estado de São Paulo exportou US$ 45,84 bilhões, com crescimento de 5,5% em relação aos US$ 43,43 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As importações aumentaram 5,3%, passando de US$ 50,28 bilhões para US$ 52,94 bilhões.
A corrente de comércio, no período, foi de US$ 98,78 bilhões, crescendo 5,4% frente ao volume de US$ 93,72 bilhões observado no ano passado. A balança comercial teve déficit de US$ 7,10 bilhões, ante US$ 6,85 bilhões na comparação interanual, com aumento de 3,7%.
Brasil – Em julho, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 7,067 bilhões. O valor foi alcançado com exportações de US$ 34,119 bilhões e importações de US$ 27,052 bilhões. A balança comercial brasileira acumulou superávit comercial de US$ 49,039 bilhões no ano até julho.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor foi alcançado com exportações de US$ 218,552 bilhões e importações de US$ 169,513 bilhões e é 31,9% maior do que no mesmo período de 2025, quando o saldo era de US$ 36,982 bilhões em sete meses.

