Clube espera conseguir parcelar valor de R$ 77 milhões; holandês pode cobrar até R$ 180 milhões
O Corinthians tem esperança de chegar a um acordo para parcelar os R$ 42 milhões – que chegam a R$ 77 milhões com juros – devidos ao atacante Memphis Depay, cujo contrato o presidente Osmar Stábile desistiu de renovar. Embora a relação esteja muito estremecida, a diretoria espera conseguir negociar com o holandês nos próximos dias, segundo informou o Estadão.
Neste momento, não há uma proposta concreta elaborada. Antes de Stábile desistir de prosseguir com a renovação, Memphis havia aceitado diluir a dívida ao longo do novo vínculo, que seria válido até 2028, e já havia até trocado minutas com o clube. Também aceitou reduzir o salário de R$ 3,5 milhões para R$ 1,9 milhão.
A forma como a diretoria conduziu a negociação foi mal vista pelo jogador, que não deve facilitar nas negociações. Ele ficou sabendo da desistência por meio da nota oficial publicada pelo Corinthians, na última terça-feira (11).
Nas redes sociais, o atleta disse estar decepcionado e prometeu “reagir com firmeza”, além de avisar que não deixará “esse comportamento inaceitável sem sanção”. Memphis decidiu acionar a Justiça e deve cobrar do clube o valor integral do novo contrato que Stábile desistiu de assinar, o que representa mais R$ 102 milhões pelo não cumprimento do acordo entre as partes e elevaria a conta para a casa dos R$ 180 milhões.
O entendimento dos representantes do atacante é de que busca por uma indenização é justificada pelo fato de o clube do Parque São Jorge ter voltado atrás após a realização de exames, a troca de minutas e o encaminhamento da renovação.
O contrato do holandês terminou no dia 31 de julho. Após disputar a Copa do Mundo e ganhar um período de férias, o Memphis Depay chegou a São Paulo há uma semana, em 4 de agosto, e realizou exames médicos antes de passar por avaliação final no CT Joaquim Grava, no dia seguinte.
Foi aprovado em todas as avaliações. A questão física era um argumento que conselheiros contrários à renovação usavam para pressionar Stábile a desistir de seguir em frente com a permanência do atleta. Liderança importantes avisaram, inclusive, que “soltariam a mão” do presidente caso ele levasse a assinatura adiante. Em novembro, Osmar Stábile deve concorrer à reeleição.
Além disso, o atacante pode acionar a Fifa para cobrar a dívida, o que poderia desencadear um novo transfer ban ao clube, atualmente com três punições do tipo ativas e impedido de registrar novos jogadores.

