A prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria, reabre neste sábado, 5 de setembro, os parques Maurílio Biagi, no Centro, e Tom Jobim, no Jardim Procópio Ferraz, na Zona Norte. Os dois espaços estavam fechados desde o vendaval de 24 de julho e foram os mais afetados pelo fenômeno meteorológico e voltarão a atender 40 dias depois.
Após a realização de serviços de limpeza e manutenção, inclusive nas estruturas públicas, como parquinhos, banheiros, áreas fechadas, bancos, alambrados e demais espaços de uso comum, os parques estão aptos a receber novamente a população.
O vendaval atingiu toda a cidade, principalmente as regiões Oeste e Norte, onde estão localizados os dois parques. No Parque Maurílio Biagi, mais de 60 árvores caíram, afetando diversas áreas e impedindo a utilização do espaço.
Após os serviços, os locais passaram por vistorias das equipes técnicas da Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria, que avaliaram as condições das estruturas e dos espaços e atestaram a segurança para a reabertura e o uso pelos visitantes.
O Bosque e Zoológico Municipal Doutoere Fábio Barreto, também atingido de forma severa, com a queda de mais de 50 árvores nas áreas comuns, além de danos no Jardim Japonês e na Trilha do Jequitibá, segue temporariamente fechado para a realização de serviços de limpeza e manutenção. Ainda não há previsão de reabertura.
Com a reabertura do Parque Maurílio Biagi, a prefeitura de Ribeirão Preto também retoma, a partir deste sábado, a visitação à locomotiva Amália 12, importante símbolo da memória ferroviária da cidade. As visitas são guiadas.
De segunda a sexta-feira, é necessário agendamento prévio para grupos a partir de 10 pessoas, pelo telefone (16) 98109-2477 ou pelo e-mail [email protected]. Aos sábados, das 9h30 às 11h30, não é necessário agendamento.
Vendaval/temporal – A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, contabilizou a queda de mais de duas mil árvores em decorrência do temporal que atingiu a cidade no último dia 24 de julho. As rajadas de vento atingiram entre 120 km/h e 160 km/h e 21 milímetros de chuva em cerca de 20 minutos, provocando danos em todas as regiões da cidade.
O evento resultou em duas vítimas fatais, 22 pessoas feridas, doze desabrigados e aproximadamente 1.800 desalojados. Cerca de 285 mil unidades consumidoras da CPFL Paulista ficaram sem energia, 96 poços da Secretaria de Água e Esgoto (Saerp) tiveram o funcionamento comprometido, 40 escolas municipais sofreram danos e 48 unidades de atenção primária precisaram suspender temporariamente os atendimentos.
O vendaval derrubou mais de 250 postes de iluminação pública e distribuição de energia elétrica e 54 torres de transmissão. Levantamento técnico estima que serão necessários R$ 21.152.854,10 apenas para custear as ações de zeladoria na cidade.

