| Por: Adalberto Luque |
O Tribunal do Júri de Ribeirão Preto julga, nesta quinta-feira (10), Gabriel Felipe de Paiva Medeiros, acusado de matar a própria mãe, Amanda de Paiva e Silva, de 45 anos. A sessão ocorre na 1ª Vara do Júri e das Execuções Criminais, sob responsabilidade da juíza Marta Rodrigues Maffeis.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), estão previstos os depoimentos de seis testemunhas, além do interrogatório do réu. Gabriel está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto e responde por homicídio qualificado.
O julgamento havia sido marcado inicialmente para 13 de agosto, mas foi adiado porque o advogado de defesa de Gabriel tinha, na mesma data, audiência de instrução e julgamento na qual atuaria como único defensor de um réu preso.
Além de Gabriel, a investigação também apontou inicialmente o envolvimento de Matheus Vital de Medeiros, primo de Gabriel e sobrinho de Amanda. Ele chegou a ser preso e denunciado pelo crime, mas posteriormente foi impronunciado por decisão judicial e não responde atualmente pelo homicídio.
O ex-companheiro de Amanda também foi ouvido durante a investigação. Ele se apresentou à Polícia Civil e prestou depoimento, mas foi liberado. Segundo o material processual, ele não integra a ação penal submetida ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira.
Relembre o caso
Amanda de Paiva e Silva foi encontrada morta na madrugada de 20 de março de 2025, dentro do porta-malas do próprio carro, estacionado na Avenida Eduardo Andrea Matarazzo (Via Norte), na zona Norte de Ribeirão Preto.
Policiais militares localizaram o veículo durante patrulhamento. O carro estava estacionado com as luzes apagadas e, ao se aproximarem, os policiais perceberam a presença de um corpo no porta-malas, envolvido por um lençol.
A Polícia Civil foi acionada e, após a localização da chave reserva com o filho da vítima, o porta-malas foi aberto. Amanda foi identificada por Gabriel. Ela apresentava ferimentos na cabeça e no rosto e estava apenas de calcinha.
No interior do veículo, os policiais encontraram o celular da vítima no suporte utilizado para o trabalho como motorista de aplicativo e um caibro de madeira com pregos, que apresentava sinais de sangue. O objeto foi apreendido durante a investigação. Também foram localizados pacotes etiquetados que seriam entregues por Amanda, que também fazia entregas para empresas de comércio eletrônico.
Segundo o material da investigação, Gabriel admitiu aos policiais ter matado a mãe e afirmou que contou com a ajuda do primo, Matheus Vital de Medeiros. A investigação apontou ainda problemas de relacionamento entre mãe e filho, segundo o Ministério Público.
Amanda havia sido vista pela última vez na noite de 19 de março. De acordo com o relato prestado pelo filho, ela havia saído de casa por volta das 20h dizendo que encontraria o ex-companheiro. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do réu.

