Degustação às cegas reuniu 16 marcas expositoras na categoria cachaça branca não envelhecida; Prosa Caipira ficou em segundo lugar e Moale conquistou a terceira colocação
Produzida na fazenda da família em Mococa, no estado de São Paulo e com tradição desde 1889, a cachaça Casa do Engenho foi a grande vencedora do Concurso de Cachaças realizado durante o 1º Festival da Cachaça de Ribeirão Preto. A disputa, que reuniu 16 marcas participantes dos estados de São Paulo e Minas Gerais, teve como objetivo valorizar a qualidade, a tradição e a produção da cachaça artesanal brasileira. O concurso avaliou apenas cachaças brancas.

Na classificação final, a cachaça Casa do Engenho conquistou o primeiro lugar do concurso; a Cachaça Prosa Caipira, de Divinolânda-SP, ficou com a segunda colocação, enquanto a Cachaça Moale, de Ribeirão Preto, terminou em terceiro lugar.
Realizado na categoria cachaça branca – não envelhecida, o concurso foi restrito às marcas e produtores oficialmente confirmados como expositores do Festival. O regulamento também determinou que os produtos inscritos estivessem regularmente registrados e em conformidade com a legislação aplicável à produção e comercialização da bebida.
Um dos principais cuidados adotados para garantir a imparcialidade do resultado foi a degustação às cegas. As garrafas entregues à organização receberam códigos numéricos, impedindo que os jurados soubessem a marca, o produtor ou a procedência de cada amostra durante a avaliação.
As cachaças foram avaliadas em quatro critérios técnicos. O aspecto visual e a aparência poderiam receber até 10 pontos; o olfativo e o aroma, até 30; o quesito gustativo e sabor, até 40 pontos; e o equilíbrio, até 20 pontos. A pontuação máxima possível era de 100 pontos.
A coordenação do 1º Concurso de Cachaças ficou a cargo de Benedito José Caturelli, professor de Química, formado pela Universidade de São Paulo (USP). O corpo de jurados reuniu profissionais de diferentes áreas e pessoas ligadas ao universo da cachaça, entre elas o gerente regional do Sebrae, Paulo Eduardo Stábile de Arruda; o presidente da Confraria de Cachaça Conviva, Luís Pedro Moreira Feio; o engenheiro químico, Ricardo Consate de Oliveira e os produtores de cachaça artesanais, Maria do Carmo (Lia), Yan Barbosa Correia, Antônio Carlos França (Toninho), Fabiana David, Renato Batista, Mayra Mucha e Alexandre Mader Seixas.
A classificação considerou a pontuação final obtida pelas amostras e, em caso de empate, o primeiro critério de desempate seria a maior nota no quesito gustativo, seguido pelos critérios olfativo, equilíbrio e visual.
O concurso fez parte da programação do 1º Festival da Cachaça de Ribeirão Preto, realizado entre os dias 11 e 13 de setembro, no Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar e Bioenergia do Senar-SP, localizado na Avenida Brasil, 2.000, em Ribeirão Preto. O evento teve entrada gratuita e reuniu produtores, expositores, profissionais do setor e público interessado na cultura, na história e na produção da cachaça brasileira.
O Festival da Cachaça de Ribeirão Preto contou com apoio institucional da CNA-Senar, Faesp e Sindicatos Rurais, além do Sebrae, Museu da Cana, da Secretaria Municipal da Cultura e Turismo de Ribeirão Preto, Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto – 170 Anos. A organização foi da KA2RP Eventos e Prima Donna. Mais informações sobre o evento estão disponíveis no Instagram @festivaldacachacarp e as fotos no site www.festivaldacachacarp.com.br




