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A ascensão do metal conceitual paulista e a nova fase independente no interior

Yago Cefaly (baterista), Desirée Nobrega (baixista), Carolina Corteze (vocalista), César Bolfarini (tecladista) e João Michelin (guitarrista) | Créditos: Claúdio Fratesch

O segundo trabalho de estúdio da Santa Cora, que levou cerca de dois anos desde a pré-produção até a materialização da mídia física, eleva a banda a um novo patamar de complexidade. Com uma ambição estrutural que honra a tradição dos grandes épicos conceituais do rock progressivo e do metal, a obra entrega 13 faixas que funcionam como uma verdadeira experiência imersiva e cosmológica.

A narrativa central acompanha a nova fase da protagonista Cora. Após os eventos do álbum de estreia (“Elementum”), ela percebe uma humanidade estagnada, distante do equilíbrio e dos ciclos de transformação da natureza. Guiada por um espírito em forma de serpente e acompanhada por uma loba, personificação da força implacável da Terra, Cora encontra uma fonte cristalina e o Sopro da Terra Viva, recebendo o poder da voz para tentar evitar a autodestruição do mundo. A riqueza desse universo foi traduzida visualmente pelo renomado artista Carlos Fides, que assina a capa cheia de simbolismos e um mapa inédito no encarte físico, ilustrando a jornada da personagem a cada música.

Produção grandiosa e trabalho vocal

Divulgação

A ficha técnica do disco revela um mergulho profundo na independência e nos detalhes. Com direção musical de João Michelin e direção artística de Carolina Corteze, o álbum contou com gravação, mixagem e masterização de Gabriel do Vale, em Araraquara. O grupo, que se completa com César Bolfarini nos teclados, Yago Cefaly na bateria e Desirée Nobrega no baixo, assina em conjunto os arranjos instrumentais.

Um dos diferenciais técnicos da obra é a densidade dos arranjos vocais, orquestrados por Carolina e César. A banda gravou coros imensos e épicos, incluindo o coral feminino Cora Coral e grupos de brados com dezenas de apoiadores para criar a atmosfera de campo de batalha e espiritualidade em faixas como “Ancient Road” e “Battle of the Purge”. As texturas instrumentais ainda ganharam o reforço da guitarrista Helena Nagagata no solo de “Celestial” e do bandolim de Ricardo Meloni em “Bridge to the Future”.

O cenário local em destaque

As raízes da banda com Ribeirão Preto ganharam protagonismo especial no braço audiovisual do projeto. O videoclipe do single “Celestial”, com produção e edição de Marii Ambrosio e filmagens aéreas de Yago Cefaly, teve as suas cenas externas gravadas no emblemático Parque Curupira. A produção, que também contou com a performance da bailarina Freda Corteze, utilizou a atmosfera do parque para reforçar a energia feminina e a conexão com a Mãe Natureza propostas pelo álbum.

João Michelin (guitarrista), Yago Cefaly (baterista), Desirée Nobrega (baixista), Carolina Corteze (vocalista) e César Bolfarini (tecladista) | Créditos: Claúdio Fratesch

A coroação desse ciclo no circuito local ocorreu no dia 15 de setembro de 2026. A banda promoveu uma audição exclusiva, “listening party”, na loja Guitar Music, reunindo mais de 60 convidados. Imersos em uma ambientação com figurinos, “visualizers” no telão criados pelo baterista Yago e material exclusivo, o público teve o primeiro contato oficial com a obra completa na íntegra, marcando a realização de um sonho para o grupo.

Os 4 Capítulos da Nova Jornada

Divulgação

O segundo álbum de estúdio da Santa Cora desenvolve uma narrativa coerente e linear que acompanha a evolução da protagonista Cora numa nova fase. Para antecipar esta história, a banda já lançou os quatro primeiros capítulos em formato de single nas plataformas digitais: “Ancient Road”, “Panic Nation”, “Tormenta” e “Celestial”.

A faixa “Celestial” ganhou destaque com um videoclipe oficial gravado no Parque Curupira, em Ribeirão Preto, e conta com a participação especial da guitarrista Helena Nagagata no solo. Além disso, as faixas “Ancient Road” e “Panic Nation” trazem arranjos épicos com a participação de um grande coral para compor a atmosfera da narrativa.

The Breath of Living Earth (Tracklist e Ficha Técnica)

Tracklist:

Ancient Road

Panic Nation

Tormenta

Celestial

Ravine of Reverie

The Breath of Living Earth

Breaking Seven

Bridge to the Future

Seed of Fire

Battle of the Purge

Echoes of a Dream

Espiral

O Sopro da Terra Viva (versão pt-br)

Ficha Técnica:

Produção e direção musical: João Michelin – Direção artística: Carolina Corteze – Gravação, mixagem e masterização: Gabriel do Vale (Estúdio) – Vocais: Carolina Corteze – Guitarras e violão: João Michelin – Teclados e vocais: César Bolfarini – Bateria: Yago Cefaly – Baixo: Desirée Nobrega – Arranjos vocais: Carolina Corteze e César Bolfarini – Regência corais: César Bolfarini – Revisão das letras: Yago Cefaly – Participações Especiais: Helena Nagagata (solo de guitarra em “Celestial”) e Ricardo Meloni Martins Rosado (bandolim em “Bridge to the Future”) – Corais: Participação de dezenas de convidados, incluindo o grupo feminino Cora Coral e apoiadores da banda em diversas faixas – Arte da Capa e Mapa: Carlos Fides – Fotos no encarte: Claudio Frateschi – Produção Audiovisual (Clipe): Marii Ambrosio e Yago Cefaly.

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