José Moacir Marin *
O Câncer (CA) não é uma única e bem definida doença, ao contrário, é uma doença complexa com múltiplas facetas que envolvem mudanças contínuas e dinâmicas em suas características em resposta a sinais do meio ambiente local e sistêmico. No momento do diagnóstico de CA, existe uma massa que é constituída por muitos clones malignos que se comportam de forma diferente em termos de proliferação, metabolismo, sobrevivência, migração, entre outros aspectos.
De acordo com a ¨Teoria da Mutação Somática¨, a transformação da célula normal em célula cancerosa é o resultado da acumulação de mutações no funcionamento de diversos genes pertencentes à família dos oncogenes, genes supressores de tumores e genes de reparo do ÁcidoDesoxirribonucleico (DNA, estrutura que contém a informação genética). As mutações genéticas não corrigidas se acumulam ao longo dos anos, explicando porque a célula cancerosa demora muito tempo para se manifestar.
Entretanto, já foi demonstrado que uma grande alteração no genoma pode ocorrer devido a um único evento catastrófico. Nesta abordagem, esse fator motivador pode estar na produção da proteína Spike modificada (pSm) pelas vacinas de mRNA (Ácido Ribonucleico mensageiro, responsável pela produção das proteínas). A proteína Spike (pS) é toxina potente capaz de induzir inúmeras alterações, entre elas produzir dano oxidativo nas mitocôndrias, que são as organelas responsáveis pela produção de energia para as células por meio da respiração celular, sendo extremamente importantes para o metabolismo celular. ApS também induz as citocinas pró-inflamatórias, provocando inflamação extensa e crônica em vários órgãos de corpo humano, além de induzir outros processos autodestrutivos nas células.
O mRNA da proteína Spike, quando produzido pela infecção viral, permanece ativo no corpo humano por algumas horas, enquanto o mRNA da proteína Spike introduzida pelas vacinas de mRNA, o qual sofreu inúmeras modificações em laboratório, aumentando a sua estabilidade e a sua produção, tornando-se de difícil destruição pelo sistema de defesa celular tradicional, permanece ativo e atuante por meses em diferentes órgãos do corpo humano.
A quantidade de efeitos prejudiciais que a pS produz é impressionante, entre eles, atua inibindo o reparo de mutações no DNA por impedir a atuação das proteínas produzidas pelos genes p53, BRCA1/BRCA 2, inibindo as ligações destas proteínas no DNA danificado. Numerosos relatos têm demonstrado que a Ps, ao induzir um circuito inflamatório, também é capaz de estimular a proliferação de novos vasos sanguíneos a partir de vasos pré-existentes, o que é um fator fundamental para estimular o desenvolvimento de um tumor.
O mRNA da pS também pode sofrer transcrição reversa dentro da célula, produzindo uma cópia de DNA que pode se inserir de forma aleatória no genoma em diferentes células, produzindo mutações em genes essenciais ou em genes reguladores, levando a perda de função de genes importantes como os supressores de CA.
Existem ainda outros efeitos prejudiciais relacionados a produção da pS, aqui limitados pelo tamanho do relato, que acendem todos os alertas em relação a este evento catastrófico, a produção da proteína Spike, que podem atuar facilitando o desenvolvimento, reativação ou produção de um câncer.

