Tribuna Ribeirão
DestaquePolícia

Ex-PM é condenado a 33 anos por homicídio

Yuri Vinícius de Almeida Malta foi condenado pela morte de Breno Gomes Huescar; eleé apontado por integrar grupo de extermínio

Yuri (esq) foi condenado pela morte de Breno (dir) ocorrido em dezembro de 2022 (Fotos: Divulgação)

| Por: Adalberto Luque |

O ex-policial militar Yuri Vinícius de Almeida Malta foi condenado, nesta segunda-feira (28), pela morte de Breno Gomes Huescar, de 47 anos, em Ribeirão Preto. O julgamento ocorreu na 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais do Fórum de Ribeirão Preto, na Nova Ribeirânia, zona Leste da cidade.

Malta foi condenado a 33 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O Tribunal do Júri foi conduzido pelo juiz José Roberto Bernardi Liberal.

A defesa informou que pretende recorrer da sentença. Malta está preso desde janeiro de 2023 e permanece em um hospital de custódia. Um laudo foi anexado apontando que ele teria distúrbios psicológicos.

Além da condenação pela morte de Breno, o ex-PM já havia sido condenado em outros processos, com penas que somam 34 anos de reclusão por latrocínio e 18 anos por homicídio. Ele também é investigado por outros crimes violentos.

O Ministério Público e a Polícia Civil apontam ainda a suspeita de que Malta integrasse ou chefiasse um grupo de extermínio em Ribeirão Preto. Relatórios de investigação indicam suspeitas de envolvimento em pelo menos 16 homicídios e seis tentativas de homicídio na região.

A Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva de Malta após a condenação. Ele está preso desde 28 de janeiro de 2023 e permanece internado em uma unidade psiquiátrica de custódia. O ex-PM foi reformado administrativamente em setembro de 2017, aos 23 anos, por incapacidade decorrente de questões psiquiátricas.

Relembre o caso

Breno Gomes Huescar foi morto em 28 de dezembro de 2022, na entrada de uma comunidade no Jardim Jandaia, zona Norte de Ribeirão Preto. Segundo a acusação, ele foi atingido por cinco disparos de arma de fogo.

A investigação apontou que Malta teria cometido o homicídio e que elementos encontrados durante as apurações reforçaram a acusação. O ex-PM foi levado a julgamento pela morte de Breno.

A prisão de Malta ocorreu após outro episódio. Em 27 de janeiro de 2023, um homem foi atingido por disparos na rua Amparo, na Vila Mariana, zona Norte da cidade. Segundo a investigação, um carro passou pelo local e cinco tiros foram efetuados contra a vítima, que estava com o filho de um ano no colo. Dois disparos atingiram o homem e a criança não ficou ferida.

No dia seguinte, policiais civis da Divisão Especial de Investigações Criminais (DEIC), com apoio de policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), foram até o apartamento de Malta, no Parque Bandeirantes, zona Leste. Ele foi localizado e preso. No imóvel, foram encontradas duas armas de fogo e porções de drogas.

A partir das investigações, surgiram suspeitas de que o ex-PM estivesse relacionado a outros homicídios ocorridos na cidade e de que integrasse um grupo de extermínio. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Coceiras suspendem aulas em cinco escolas da região

Luque

Homem é preso com 300 kg de maconha

Luque

Brasil derrota a Austrália no segundo amistoso

Redacao 5

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade